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2012, amigos, banho, bebida, cama, celular, choro, clichê, dor de amor, e-mail, fácil, música, mentira, rímel, revolta, sobreviver, tempo
A gente vai ficar na fossa, vai chorar um pouco, deixando escorrer o corpo e o rímel pelo box, debaixo do chuveiro. Mas tudo isso, eventualmente, vai passar.
E vai deixar de existir também, em algum momento, a vontade de insistir e tentar mais uma vez. O toque do celular não mais iniciará um ataque cardíaco e a falta de ar, juntamente com a dor de estômago – causados pela espera do e-mail que nunca adentrará a caixa –, cessará.
Eu prometo que, assim como das outras vezes, haverá, com o tempo, a volta da percepção de que há sim outras pessoas interessantes no mundo e que é possível encantar-se novamente.
Por algumas semanas (ou meses, infelizmente não tenho como garantir), será preciso sobreviver. Mas viver, uma hora ou outra, estará novamente nos planos a curto prazo.
Prevejo irritação, falta de fome, excesso de sono e escassa vontade de sorrir verdadeiramente.
A visita a casa de amigos ou a simples ida a lugares públicos, provavelmente será feita arrastada, por pura obrigação. E a bebida ora acalmará, ora desesperará.
Vai ser preciso coragem ou pura necessidade para sair da cama. Mas passadas todas as etapas, a vida deve voltar, gradualmente, a ser bela. O sol voltará a nascer, as músicas voltarão a fazer sentido e todos aqueles clichês serão reais.
Um dia, eu juro. Agora, porém, provavelmente só em meados de 2012. Mas nem adianta revoltar-se, é assim mesmo que funciona. Se alguém lhe disse que seria fácil, mentiu.
Adorei, Aninha!!!! Que 2012 lhe reserve muitas alegrias e sucessos!
Obrigada, querida!! Para você tambéém!! =)