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academia, almoço, amigos, Big Brother, canções, Cem Anos de Solidão, economia, escrever, esteira, Gabriel García Márquez, leitura, matérias, medo, mensagem, piadas, problema, sentimentos, televisão
Substitui-te, todas as noites, pelo combo academia+Gabriel García Márquez. No caminho de volta para casa, ouço notícias. Quando na esteira ergométrica, assisto a seriados humorísticos. Evito canções. E não me identifico com nenhuma trama amorosa de nenhum Aureliano que habita as páginas de Cem Anos de Solidão. Ainda bem.
Em almoços corporativos, discuto a volatilidade da bolsa de valores e reclamo do cara chato da informática, que insiste em fazer as mesmas piadas infames. Dia após dia.
Escrevo duas matérias até a hora de ir embora. Converso sobre economia, entrevisto, informo (a mim e a outros) e quando, finalmente, chega a hora de dormir, estou exausta demais para encarar qualquer coisa que não seja algum programa estilo Big Brother na televisão.
Sou medrosa demais para lidar com a situação.
Aos finais de semana, aproveito para me matricular em mais uma aula de ginástica que se encaixe em meus horários e resolvo que vou fazer a pós, além de escolher mais uns dois ou três cursos de relevância acadêmica para minha vida profissional. Começo leituras de matérias que ainda nem tenho. Foco no trabalho e no estudo.
Quando o cérebro já está cansado demais para raciocinar, saio. Bebo, dou risada, mato saudades e enfrento problemas alheios, de amigos e desconhecidos. Busco soluções para relacionamentos, brigas com chefes e rumos de vida. De todas as vidas, menos a minha. Quando o assunto sou eu, calo-me, mudo de assunto, fujo, evito.
Evito-lhe. Mesmo sabendo que, uma hora ou outra, terei que encará-lo. Não pessoalmente, provavelmente. Mas dentro de mim.
A essa altura, imagino que nem ao menos deparar-me-ei com a difícil decisão de responder a alguma mensagem. Esta, creio, não chegará. Você tem tornado as coisas mais fáceis, sem nem saber o quão difícil para mim seria negar-lhe. Agradeço.
Ocupo-me, apesar do turbilhão de sentimentos que ainda existe – mas que também se enconde. E enquanto finjo que te esqueço - que me esqueço -, a vida segue.
Olá,
É a primeira vez que eu visito o teu blog e queria te parabenizar tanto pela página quanto pela escrita. Falar sobre relacionamentos é o grande lugar comum dos blog, (pelo menos é o que eu mais vejo) mas é difícil achar alguém que consiga sintetizar esse tema em textos tão sóbrios e cotidianos, acho isso foda. A maioria do pessoal escreve algo pessoal demais e pouco “plástico”, servindo apenas para o desvaneio do próprio autor
São blogs como o seu, que misturam sentimentos com uma construção narrativa imagética, que me fazem querer escrever por aqui. Tenho certeza que é a prática que faz esse teu estilo tão forte, conciso e ao mesmo tempo meigo.
Parabéns, pequena.
Almeida José
http://www.diarioaustral.wordpress.com
Ai, que lindo!
Muito obrigada. Mesmo!!
=)
Adorei! O estilo, o conteúdo (não necessariamente a situação ligada a ele), o layout, a classificação das informações. Quero ser assim quando crescer.
Parabéns pelo talento! Beijinho!
Ahh, obrigada, querida!
Beijos