" É perceptível a névoa que se instala sobre a cidade, onde as fotos saem embaçadas"

Por Ana Carolina Pereira

Depois de 26 horas de viagem cheguei à China, mais precisamente em Xangai, no moderno aeroporto de Pu dong. No desembarque, a fila do táxi era enorme. Mas, para não correr o risco de cair no golpe de extorsão aos turistas – em que se paga quase 500 dólares por uma corrida que custaria apenas 20 – a dica é esperar pelo táxi oficial. Optei pelo trem bala. O Maglev leva sete minutos até o centro velho de Xangai ao custo de sete dólares, sem contar a experiência no trem flutuante, com o veículo ligado ao trilho através de ímãs na velocidade de 430 km/h.

Na China, poucos falam inglês e quase ninguém entende o alfabeto ocidental. Para pegar um táxi, por exemplo, é preciso se programar no hotel. A recepcionista escreve o nome do local em Pinyin, e pronto, a comunicação está feita.

Ao contrário do que esperava, não descobri por lá a tecnologia a custo acessível. Porém, existem as ruas dos produtos típicos. Nesse tipo de comércio, tudo é negociado. Com gestos, é só perguntar o preço e a festa começa. Em uma calculadora, o vendedor mostra o primeiro valor: 1000 Yuans. Nada feito. Minha oferta? 10! E assim continuamos, até chegarmos em um consenso. Resultado: uma camisa de seda por 80 Yuans (o equivalente a 10 dólares).

As ruas tradicionais fazem parte da velha China. Mas andando alguns quarteirões chega-se à Nanjing Road, a Times Square de Xangai, em que ficam os iluminados shopping centers. Prepare-se: o trânsito e a construção civil são caóticos e frequentes, trazendo beleza, novidade e muito pó. É perceptível a névoa que se instala sobre a cidade, onde as fotos saem embaçadas. Após o passeio, resolvi explorar a culinária local.

Quem associa comida chinesa àquela caixinha com arroz colorido que comemos assistindo à televisão, vai levar um belo susto. Nos restaurantes, banquetes servem pratos típicos. A comida é impecável e pode-se provar de tudo, sem pudor alimentar. Para dar ao cliente a certeza de alimentos frescos, é possível escolher o prato enquanto ele está ainda vivo! É quase como um menu-zoológico.

Por fim, é indispensável uma visita à Oriental Pearl Tower – que, com os seus 420 metros de altura, é um dos edifícios mais altos do mundo. A subida até o último de seus 88 andares é estonteante, em um elevador que se locomove 9 metros por segundo. De lá, é possível observar a cidade dividida pelo rio Huangpu que comporta, de um lado, o cenário histórico e, do outro, os arranha-céus.

Ufa! Um dia e tanto. Uma experiência maravilhosa nesta cidade que mistura o que há de mais moderno com a milenar cultura chinesa

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