Especial ‘Diário de bordo’

"Até cabines telefônicas são charmosas por aqui"

Por Ana Carolina Pereira

12 horas de voo. Cheguei! Um mundo todo novo para mim, nunca estive na Europa.

Aqui os motoristas dirigem seus adoráveis e engraçadinhos carros do lado ‘errado’ da rua e a população para para tomar o chá das 5 (com leite). No táxi, um veículo bem diferente, cabem 5 pessoas, sendo que 2 de costas para o motorista. Sendo assim, observo.

A arquitetura segue sempre a mesma linha, os prédios parecem ser todos iguais e me sinto como num filme clássico. Na porta do quarto do hotel, para dormir bem, um poema do inglês John Keith desejando bons sonhos. Um charme. Por falar em charme, o sotaque britânico me chama a atenção logo no aeroporto, na recepção e nos elevadores, fazendo qualquer inglês meio feinho (não que tenha muitos) e narigudo parecer um verdadeiro príncipe. Tá aí, a palavra certa para essa cidade nublada – mesmo no verão – é ‘charme’.  Tudo nela é encantador. Até cabines telefônicas são charmosas por aqui. O concreto dos canteiros é recheado de coloridas flores e ao lado delas passam os famosos ônibus de dois andares, ciclistas e pedestres que não parecem se incomodar com a inconstante garoa.

Sempre achei que nenhuma cidade no mundo me conquistaria tanto quanto Nova York, mas – mesmo com apenas poucas horas de experiência – me parece que Londres, que certamente não é tema de músicas e filmes à toa, pode entrar para o páreo. Tenho uma semana para descobrir o que essa encantadora cidade tem a me oferecer. Veremos.

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