Não sou eu! Não sou eu! Suspirou visivelmente aliviado com os braços levantados segurando na barra de ferro para não desequilibrar. Com o objetivo de ajudar, o mais alto abriu a tampa do teto, mas o mau cheiro se espalhava com o vento que entrava pelas pequenas janelas e como quando alguém boceja, o ato de levar o nariz disfarçadamente para debaixo do próprio braço se espalhou como vírus.

O resultado levava a um sorriso meio sem graça, envergonhado, porém aliviado e o inevitável olhar para os lados a fim de identificar o ‘culpado’ foi em vão. Este soube esconder sua culpa muito bem em um sorriso forçado ou, no mínimo, nem percebeu a silenciosa comoção enquanto babava no ombro de algum desconhecido sentado ao lado.

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