Desconhecido, aproximou-se. O ar nada amigável não enganava. Não queria papo. Ufa! Não era dia de paciência. Muito menos de simpatia. Apenas sentou-se ao seu lado e acendeu um cigarro, ignorando o toldo, os três metros de distância permitidos por lei, a própria lei e a placa que dizia ser proibido.
Não olhou feio, não achou ruim, até gostava do cheiro. Inspirou nicotina. Tudo bem. Não fez esforço para se esquivar da fumaça, deixando que entrasse em seus olhos. Bela desculpa, afinal, para verter lágrimas assim, em público.

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