O sono não acompanhava a vontade de dormir. O pensamento lhe tirava o bem mais precioso. Descansar. A chuva que caia, ao mesmo tempo que sofrida, fazia curar. Desistiu do travesseiro. De sonhar. Por mais que se recusasse a checar o relógio, sabia ser madrugada. Três da manhã, horário em que a alma passeia.
Sentou-se na poltrona, derrotada. Há coisas com as quais não se pode teimar. Pensamento longe, já conformada, esperou o dia chegar.

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