Reencontro

A metros do trabalho, estacionei o carro na praça que tenho chamado de minha. A necessidade de acender um cigarro era maior do que a vontade de chegar em casa. Não por nada, estava tudo bem. Sem grandes conquistas ou significativas decepções. Quando em horário de verão, 19h ainda é dia. A praça, recém-molhada pela … Mais Reencontro

Nosso pior e melhor

É uma bipolaridade sem tamanho. A gente chora, a gente ri. Tudo em um mesmo dia. Às vezes, em um inimaginavelmente curto espaço de tempo. E a gente acha que acabou tudo para, depois, perceber que ainda nem começou direito. Aí a gente manda mensagem, carregada de esperança, mas –  logo após apertar o ensaiado botão ‘send’ … Mais Nosso pior e melhor

Na lama, no bar

O fundo do meu poço tinha cara de bar, cheiro de cigarro e gosto de uísque. O fundo do meu poço tinha som de banda de jazz e risos de amigos bêbados. Era povoado por criaturas interessantes que, às duas horas da manhã, jogavam “stop” em guardanapos apoiados no balcão molhado de cerveja. O fundo … Mais Na lama, no bar

Omissão

Mantenho, sobre minha mesa de trabalho, post-its que não posso usar. Guardo comigo, lá no fundo, segredos que não devo contar. Retenho sentimentos que não consigo externar e contenho lágrimas que não ouso derramar. Amo sem poder a ninguém contar. Escrevo, mas insisto em não mostrar. Teimo. E os conselhos, sempre finjo escutar. Quem me … Mais Omissão

A carta

“7 de novembro. Fatídico 2011. Prezada, Minha nossa. Quando vi, tive certeza que não era coisa boa. Sabe quando um frio na espinha te diz aquilo que informação nenhuma dá? Simples intuição. Merda! Odeio quando ela acerta! Muda o dia, mas não muda a dor. Às vezes, a vida é cruel por demais. Queria muito … Mais A carta