A verdade é que fiquei assustada pelo rumo que as coisas estavam tomando.

Diferentemente das outras tantas vezes – de sofrimento – em que pensei em me afastar de você, o afeto fazia-se cada vez mais presente e mais intenso. A cumplicidade era de dar em veja em muitos casais casados ou juntados. (Assumidos. Reais.) A amizade fazia-se valer em todo encontro – fosse ele recheado de café, cerveja, vinho, salgados, doces ou carinhos.

Declarações, desejo, vontade de estar junto. Esfarrapadas desculpas para encontros secretos. Escancarados no sorriso aberto. Incontrolável.

E percebi que era tudo perfeito. Tudo lindo. Fazia bem. Quando junto.

Mas continuava tenso, doído, incerto, irreal, injusto. Fazia mal. Quando separado.

Tudo errado. E eu poderia insistir no erro pelo resto da vida. E este era o meu maior medo.

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