Temos inúmeras diferenças. Que te incomodam.

Que te fazem pegar em minhas mãos e proferir – com pesar – palavras carinhosas, fazer pedidos, emanar promessas e esperar por apaixonadas respostas.

O falso fica bonito ao parecer proibido, ao mostrar-se ilusório. “Nunca daria certo”, ecoa de seus pensamentos. “Diferentes anseios”, você deduz – sem nunca, comigo, confirmar.

Temos diferenças numéricas. Dez anos delas.

Timing errado, década que, se subtraída, multiplicaria nossa história.

Mas os números, ressalto, para mim não importam. Se quiser, tiro-te alguns anos e você me doa também alguns. Assim, igualamos. Completamos. Ao dividir, somamos.

Mas temos inúmeras diferenças.

Que, para mim, são só uma desculpa para que você possa continuar me negando ao proferir um belo sim. Uma maneira inteligente de continuar me ganhando – mesmo sabendo que a perda é iminente.

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