E – com pouca idade, muito pudor e nada de experiência – a gente acha que jamais toleraria isso ou aquilo. Mas o tempo vai passando e traímos nossos valores.

E lá estamos nós, fazendo o que julgávamos errado. Erramos e amamos o erro. A dúvida passa a ser célebre e a certeza sem graça.

Mas, o mesmo tempo que samba na cara de nossos pensamentos passados, também traz uma nova consciência que, permeada de menos julgamentos e mais maturidade, leva à conclusão de que valeu, mas que, agora, já chega.

E o mesmo impulso que faz com que deixemos que de um tudo aconteça conosco, nos obriga a impor certos limites – sob pena de acelerar o próprio fim – em prol de alguma ainda restante e muito necessária sanidade mental.

O fato de ser contra a nossa vontade e aos nossos desejos torna tudo muito mais difícil. Mas não teve jeito, acabou.

Assim sendo, peço-te permissão para continuar a escrever sobre uma ilusão/idealização de você. Porque de você mesmo, já não posso querer mais nada.

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