Comecei a tomar o remédio para curar essa doença que, antes, chamava de amor.
Peguei a tortuosa estrada em direção à liberdade, que, antes, chamava de solidão.
Parei de me empaturrar de veneno, que, antes, chamava de chocolate.
Quase me afoguei no ritual de purificação, que, antes, chamava de banho.
Me desesperei com com o balde de água fria, sem lembrar que é com gelo que diminuímos o inchaço.
Me perdi em você, mas aí olhei para o espelho e encontrei a mim, que, antes, estava invisível.

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