Achei pedaços seus na minha bagunça.
Uma agenda esquecida, um caderno em branco, um livro por ler, folhas rabiscadas de edição.
A lembrança de um sorriso, um afago, um pegar de mãos.
Foi arrumando o antigo quarto que badernei meu coração.
Sentimentos esquecidos derramados pelo chão.
O amor comprimido em uma caixinha, na ultima prateleira do armário, caiu derrubando memórias.
Lágrimas invisíveis – mais salgadas e impossíveis de secar.
Aquele tipo de dor que a gente tem que carregar.
Conformados.
Sem nada poder falar, sem forças a mais para lutar.
Uma batalha já perdida antes mesmo de começar.

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