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Escrevo, depois apago

Não fui eu, foi meu eu-lírico

mês

outubro 2012

Buena onda

Chuva que lava o chão da alma, escurece o céu e clareia a mente.
Deixe-me enxergar através de límpidas gotas de frescor tudo aquilo inchado pelo calor.
Deixo limpar enquanto espero paciente o libertar do caminho à casa de Linda.
Lindos são os costumes de um povo que desconhece o consumismo, que vangloria o esquecido abraço, que caminha sem pensar em estética e nunca tem pressa, por isso para para conversar com vizinhos e antigos amigos.
Chuva que cai sem reclamações, vem apagar o agito da velha cidade, leva tudo aquilo embora.
Traz Guanajuato pra dentro do meu peito que não mais chora.

Não é você. Sou eu.

Olheiras.
Insônia de escrita.
Páginas em branco.
Enlouqueço, mudo o cabelo, o guarda-roupa, a pele.
Mantenho os amigos. Sobrevivo.
Dói.
Abstinência do formar frases coerentes. Ou incoerentes. Ou qualquer coisa que não seja uma resposta de whatsapp escrita às pressas, informando que o encontro não está mais de pé.
Desculpas.
Aniversários de avós que já morreram. Compromissos inventados com o meu lençol, imprevistos com a minha varanda, um novo caso com o meu sofá.
“Preciso lavar meu pijama favorito”, dá vontade de dizer.
“Vou me mandar mesmo”, penso.
Melhor mesmo não alimentar ou criar ilusão.
Concluo.
I’m not ready yet.

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