Ser revolucionária não é beijar homens e mulheres, fumar maconha na praça, ter ‘trabalhos de homem’, mostrar o corpo sem querer dizer que se insinua, ter nome de fruta ou tatuar o orifício anal.
Ser a frente de seu tempo, creio, é pedir o divórcio do esposo, mãe e pai e decidir trabalhar.
É não ser controlada por marido algum, não preparar a janta todas as noites e dizer a seu filho que não só pode, como deve ajudar a futura esposa nas tarefas domésticas.
Ter coragem é assumir um filho estando solteira, enfrentar uma gravidez completamente sozinha e não ter medo de mimar o marido de menos e ser trocada por outra.
Ter personalidade é não aceitar a infidelidade do homem, não dar ouvidos a tudo que diz o padre – da igreja ou seu próprio – e não viver para sempre um casamento arranjado.
Ser forte é criar muito bem três filhos sozinha, cuidar da casa e trabalhar fora.
É caminhar pelas ruas com um largo sorriso no rosto e ter a certeza de que a vida nem sempre é fácil, mas que, por agora, está se saindo muito muito bem.

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