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Escrevo, depois apago

Não fui eu, foi meu eu-lírico

mês

dezembro 2012

Vem, 2013!

Incrível, agora, é escrever sem sentir dor. Impressionantes são as visitas cada vez maiores em meu blog – que já não espreme todo o sangue de um coração partido e moído e pisado.
Interessante é perceber que felicidade também vende, que superação também atrai e que amor não precisa ser sofrido.
Sorrir ao ler textos passados é saber que já não mais machuca. Cutuca, sim, dá uma pena até, às vezes. Porque, claro, valeu a pena.
Mas sentir alívio ao entender que acabou de verdade, ah, essa vem a ser a melhor sensação do ano.
E que ano! E que venham outros. Sabe o quê? Com lágrimas, sim! Mas também com gargalhadas e aprendizado e muitas histórias para contar.
Que venham novos estilos de texto e mais leitores, mais viagens e mais amores – em formato de homens, amigos, família, lugares – e tudo o mais que possa servir de inspiração.
Vem, 2013, vem preencher meu coração!

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Pausa

– você não tem escrito?

– não, eu tenho vivido.

A um novo estranho, velho conhecido

Quem diria que um dia esta criatura que hoje brilha de felicidade e conquista a cada dia seu espaço, um dia foi “meu feto”. Tenho acompanhado sua trajetória assim, meio de longe. Sabendo da sua vida por facebook, tentando entender as fotos do instagram, torcendo em cada curtida, cada comentário, cada atualização de status. E tô bem feliz por você, por como você se tornou a mulher que é hoje. Mas ainda não me conformo com o fato de não conseguir reconhecer onde foi que a gente se perdeu. Tomamos rumos e escolas e religiões diferentes. Sim. Talvez até valores mudaram sem que a gente percebesse. Mas ainda me lembro dos grandes planos que tínhamos para nós – naquele tempo em que eu pensava em ser psicóloga e você já sabia muito bem que iria para a area do direito. Íamos ao cinema, cafés, jantares em restaurante japonês. Não tenho nem como contar tantas e quantas vezes li para você, e só para você, cartas que tinha medo de mandar, para amores que sabia que jamais iriam funcionar. Sabia também dos seus amores, sonhos, desejos. Quando foi mesmo que meu celular parou de tocar seu nome? Quando deixei de te convidar para seja lá o que fosse? Quando deixei de aceitar convites?
Sobrevivemos a muitos tropeços. Nossa amizade passou por buracos que caminhonete nenhuma passaria sem furar pneus. Talvez seja isso, preocupei-me com a lataria e esqueci de checar o motor. Em alguma curva dessa vida – vezes cruel – perdemos a engrenagem. Já não funciona nem a primeira marcha. Que lástima. De verdade, que pena. Mas ainda tenho o retrovisor com histórias e cartas e risadas e segredos que nunca vão sair da memória. E como quem namora, apenas pela vitrine, um veículo que já não pode comprar, estou sempre de olho nas suas novidades, só para ter a certeza de que, mesmo sem mim, caminha com tranquilidade. Enfim, tudo isso só para dizer que quero mesmo mesmo mesmo que seja feliz e que sinto muita muita muita saudade.

Se amar fosse doce

Se deixar para lá fosse um esporte, teria fôlego para muitas rodadas.
Mesmo sabendo que certamente perderia algumas.

Então vem.
Faz um estrago na minha vida.
Encanta minha rotina.
Dá vida ao meu acordar.

Só peço que, por carinho ou consideração, vá embora antes do anoitecer. A dor brilha mais sob a luz da lua.

Vá. E não peça desculpas. Piedade é pior que ilusão e eu já sabia mesmo que, de novo, não havia de ser amor.

Facebookcídio

A gente vive em cidade pequena e reaprende a conectar sem presença de tecnologia, a curtir sem apertar um botão, registrar sem fazer check-in, estar junto sem tagar em fotos, aproveitar sem flashs e ter uma história incrível para contar sem atualizar status.

Seja o que Deus quiser

Esta cidade mexeu comigo. As pessoas também. Mas, a esta altura do campeonato, já tinha experiência suficiente para saber que não posso me deixar levar pela emoção. Não outra vez.
Nunca fui muito religiosa, para desgosto de minha avó, tampouco pensava que religião poderia me trazer alguma razão. Mas dizem que a fé é a solução para qualquer desesperado.
Para ser bem sincera, de uma maneira bem estranha, aquela igreja também tinha mexido comigo. Talvez por suas cores, suas luzes, suas imagens ou a ausência de padres Marcelo ou Zezinho – nada contra, veja bem, mas é que, de verdade, acredito no poder das canções cantadas de maneira serena e em latim.
Deus, precisava de ajuda. Aonde mais poderia buscá-la?
Entrei. Não me importei com as pombas que voavam sobre minha cabeça, nem reparei se estava vazia ou cheia, mal escutei os sinos que anunciavam a próxima missa.
Pedi. Mais do que já havia pedido em cartas para o papai Noel. Acreditei. Muito mais que em coelhinho da Páscoa.
Implorei por uma luz, um sonho, uma conversa. Qualquer sinal que me ajudasse a reconhecer o melhor caminho a tomar.
Te juro que fui invadida por uma paz descomunal. Saí com uma certeza absurda de que havia sido escutada.
Satisfeita, desci a imponente escadaria. No décimo degrau torci o pé.
Entendi o recado.

Mal entendido

A culpa poderia ser sua se estivesse presente naquela hora e naquele lugar.
A culpa seria do padeiro, do mesário, motorista ou carteiro.
Se lá estivesse o maestro, o músico, o professor ou o leiteiro. Ah, seria certeiro.
O banhista, o maratonista, o bancário ou o banqueiro. Tão faceiro.
Sim, teria desculpa, mas mais venceria a culpa neste mundo traiçoeiro.

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