Nota: texto originalmente escrito para o blog ‘Insana Mente Sã’

Tô passando a vez. E não volto mais atrás. O papinho mentiroso de solitário e dependente já não cola mais. Pouco a pouco vou desconstruindo sua imagem, desacreditando de toda mentira agradável que sai quase que involuntária, bem naturalmente, de seus lábios esculpidos. Não os fito mais. A beleza esvai-se a cada meia verdade metida – contada de maneira cara de pau e desrespeitosa.

Nunca fui intolerante. Vez ou outra chego a ser até tola demais. Mas, depois de tanto afinco, finalmente conseguiu pisar no meu calo. Desrespeitar-me de uma forma tão explícita só aumenta sua já enorme parte negativa da lista que calcula se vale a pena continuar me enganando.

Não dar a mínima e tacar um belo foda-se para meus sentimentos é o tipo de coisa que só eu posso fazer. Você não. Nunca lhe foi dado este direito. Pode me comer, me enganar, pode me ter nas palmas de suas belas mãos. Eu deixo. Mas isso, jamais. Vá fazê-lo com o bando de garotinhas idiotas como eu, apaixonadas por você. Vá praticar sua falta de bom senso com aquela que, burramente, não te larga. Porque não te enxerga, não te conhece.

Bipolar, psicopata, filho da puta, cafajeste, sem caráter. Já te julguei e te julgaram de coisas piores – se é que elas existem. E isso, meu caro, nunca estremeceu um fio da admiração que tinha por você. Nunca ninguém conseguiu te tirar do meu pedestal. Só você.

Parabéns! Não precisou de ajuda nenhuma para subir, agora também desce sozinho. Boa sorte em achar um alguém como eu. Sou metida, pode dizer. Tenho-me certeza. De minhas qualidades e inúmeros defeitos. Valeu a pena. Eu também vali. Agora chega.

Volte para sua vida mesquinha de traições e joguinhos. Deixe-me seguir a minha. Fique com as lembranças, com o carinho e com as punhetas. Mudei o pedido do primeiro cigarro virado no maço: que nossos caminhos não se cruzem mais.

Confira a versão em vídeo aqui:

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