Meu deus, tô bêba. Mas num é um bêba bão, gracioso.
Acho que vô vomitá.
Seu moço, manera aí nas curva, que tô sentindo uma coisa aqui na garganta. E não tem gosto bom não.
Bebi o quê, jesus?
Uma paloma para lembra os tiempos mexicanos; uma jarra de batida de coco pelas memórias marítimas e uns copos de cerveja, porque era o que me estavam oferecendo. De graça.
Elas eram todas muito legais, mas não lembro o nome de nenhuma. É  difícil fazer novos amigos nos quase 30.
Fui porque aniversário de amigo a gente não pode ignorar.
À direita na Iperoig, moço! – será que eu falo Iperoig direito? Tem gente que fala com acento no ó, tem gente que jura que o acento é no í. Mas não tem acento em lugar nenhum e se a gente não chegar logo é no de couro que vai voltar aquela cachaça double que eu acabei de lembrar que pedi.
Nunca gostei de balada. Será que vou deixar de gostar de bar?
Mas teve uma hora que eu não queria ir embora. Eu queria era dançar.
A música até ajudava, mas o sono não me deixou sair do lugar.
Quantos anos eu tenho?
É  culpa do “rise, pee, meditate”, logo às  sete da matina.
Pelo menos eu parei de fumar.
Moço, tem troco para 50? – abre essa porta! Tô sendo simpática mas só quero na minha cama me jogar.
Não são nem duas, cara! Tô velha, ficando para trás.
Cadê a chave? Hugooo hugoooo. Pelo menos deu tempo de no banheiro chegar.
Dorme muito. Capota na sala. E recupera, que amanhã tem mais.