Achei que o coração tava quebrado.
Até batia, mas nada sentia.
Apanhou, apanhou, apanhou.
Atacar ele até tentou.
Mas caiu. Desajeitado.
Pobre, pobre coitado.
Num potinho feito de gelo ele descansa sem demora.
Não tá nem aí pra vida lá de fora.
E, assim, os dias foram todos se passando.
Tranquilamente, monotonamente, solamente caminhando.
Sem muita emoção, focando na concentração.
Sem dizer muitos sim, só tacando a mão no não.
Mas um tiro meio torto o atingiu bem em cheio.
Devagarinho remendou o buraquinho lá do meio.
De repente ele ri, ele dança, ele chora.
Mesmo com medo do crescer do sentimento que aflora.
Ignora os sinais, pensa bem antes de falar.
O receio bate forte de de novo machucar.
As músicas voltaram a fazer muito sentido.
A grama tá mais verde, o mundo tá mais lindo.
O sorriso, mega bobo, invadiu o guarda-roupa.
Vai com calma, coração, tô ficando muito louca.
É difícil, no escuro, tantos passos ter que dar.
Dado os riscos que se corre se de novo se entregar.
Fecha os olhos, dê-me a mão, corajoso coração.
Se o cair é inevitável, só saberemos ao tentar.
O importante, sempre sempre, é saber se levantar.
Vem comigo, vem sem medo. Vem a vida aproveitar.
Tá na hora de viver. Tá na hora de amar.
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