– Eu nunca achei que você fosse ser assim
– Assim como?
– Assim… Melosa, grudenta, cheia de mimimi
Eu também não. Nunca achei. Nunca fui. Jamais pensei que fosse sentir saudades de alguém antes mesmo da ausência.
Não sabia que eu tinha a capacidade de amar assim.
De querer estar junto o tempo todo.
De me apaixonar todo dia pela mesma pessoa. Cada vez mais.
De ver beleza na briga. Gostar de discutir relacionamento.
Ter vontade de fazer parte. De tudo. Dos momentos bons. Dos momentos ruins.
Ser parceira mesmo. Na doença, na saúde, nos problemas. De querer muito encontrar a solução. Para qualquer situação.
Tirar assunto não sei da onde. Só pra se falar. O dia todo. Todo dia.
Sabe aqueles casais que não se largam e que dão aquela raivinha na gente?
Eu sou esse casal. Rs.
Eu amo ser esse casal. Sem ligar nem um pouquinho para o que as outras pessoas pensam.
Sem me incomodar com olhares de julgamento. Aprendi eu também a não julgar.
A ter paciência. Deixar rolar. Aprendi a passar por cima de muita coisa. A falar mais. Ouvir mais. Fazer menos drama. Mesmo ainda fazendo muito.
Passei a dividir a cama. Os compromissos. As angústias. Hoje eu compartilho tristezas e alegrias. Eu faço planos.
Eu quero muito. Quero tudo. Que seja junto. Que seja perto.
Muita letra de música passou a fazer sentido. Muita frase cliché virou parte do meu vocabulário.
Me descobri brega pra caralho.
Feliz pra caralho.
Melhor.
Me transformei numa pessoa muito melhor.
Voltei a ter uma fé que há muito não aparecia por aqui.
Passei a acreditar em muita coisa de novo.
No amor.
O amor. Veio como mágica.
Me transformou. Me ensinou. Me deu medo. Me deu paz. Iluminou o meu caminho. Mudou o meu destino. Desconstruiu minha vida inteira. Me fez viver de novo.
Abriu portas. Inclusive a do armário.
Se amar é errado, não quero mais estar certa.
Com doses cavalares, de amor quero morrer.
E se isso é tão difícil de aceitar ou entender. Se te incomoda tanto ver o amor florescer, que fique claro – o doente é você.
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