Eu odeio quando você me deixa assim. Fria.
Odeio quando faz questão de limitar a conversa e bruscamente anunciar sua partida.
Vou dormir, você diz, está tarde.
São 21h.
Boa noite, você deseja.
Boa noite, eu respondo.
E espero.
Vai ceder, eu penso.
Em silêncio você fica.
Ignoro.
E me distraio.
Mas não consigo.
Não desligo.
Não leio. Não assisto.
Tortura.
O corpo treme. Sente falta.
Me pinica o lençol macio. Me desperta o mais suave dos sonhos. É café forte. Pó de guaraná. É quase como ansiedade, fica difícil de respirar.
Mais uma vez.
Mais uma dose de criatividade para me ocupar.
Porque mais uma noite acordada eu vou ficar.
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