Suor na nuca. Tamborilar dos dedos. No peito uma nova invasão.
Outra vez não.
Ansiedade maluca. O alívio que chega quando aparece de supetão.
Ah não, outra vez não.
Cabeça enfiada no travesseiro. Joelhos segurando a testa. Rímel escorrendo de montão.
Outra vez não.
Sorriso bobo que não me pertence. Andar sem nem tocar os pés no chão.
Outra vez não.
Medo. Lágrimas. Drama. Mais uma desilusão?
Por favor, outra vez não!
Cuidado. Até a fome vai embora.
O corpo não sabe se ri ou se chora.
É difícil controlar.
Às vezes, não vale a pena brigar.
Aceito, assim, a minha pequenez.
Aí vamos nós outra vez.
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