Os Incríveis 2

Se você ainda não tem planos para o fim de semana, vai aqui a melhor recomendação que alguém poderia te dar. E se você já tem milhares de compromissos, pois trate de desmarcar pelo menos um deles. Vá ao cinema correndo para assistir à estreia de Os Incríveis 2.

O primeiro filme, teve recorde de bilheteria no Brasil e no mundo e a sequência, que eu tive o prazer de conferir ontem, já trilha o mesmo caminho e, assim como em 2004, certamente vai agradar à maioria de seus espectadores. Aqui vou te explicar o porquê.

A animação segue a recente tendência dos estúdios Disney-Pixar de levantar a bandeira de igualdade de gênero e empoderamento feminino. Assim sendo, nossa querida Helena, a Mulher-Elástica, assume o protagonismo quando o assunto é salvar o mundo dos bandidos e usar de uma perspicácia maravilhosa para desvendar alguns mistérios que – pasme! – chegam a dar até um medinho capaz de fazer as grandes crianças de muito mais de 20 anos de idade que compunham 99% das cadeiras do sala de cinema se contraírem, fecharem os olhos e apertarem com bastante afinco a mão do crush amigo sentado ao lado.

helena

Falando em crianças, agora as pequenas mesmo: o filme não é exatamente para elas. Mas a menininha de, no máximo, 8 anos que viu o filme ao meu lado prestou bastante atenção e só se entediou em algumas poucas partes. Seus pais, porém, não despregaram os olhos do telão por nenhum segundo sequer.

Voltando ao filme, o restante da família Incrível segue maravilhosa. Violeta está vivendo o momento assombroso da adolescência até que com bastante desenvoltura e graciosidade e o Flecha está crescendo e mostrando que sua personalidade brincalhona e good vibes deve acompanhá-lo vida afora.

Mas o destaque mesmo fica por conta do sr. Incrível, que, ao ter que comandar a casa sozinho, perde seu heroísmo, virando apenas Roberto Pêra, um cara bem grandão que precisa – e muito! – de uma boa noite de sono.

incrpiveç

Eu diria que, para ele, esse não era o momento ideal para descobrir que seu caçula não só conta com o gene do superpoder, como acabou herdando uma boa porção deles. E aqui já aviso com muito spoiler: prepare-se, porque você vai morrer de fofura e, acredite, o bebê Zezê vale o ingresso.

 

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Com muitos poderes, falta de controle sobre eles, uma gargalhada deliciosa, a vontade imediata que passou rapidinho de ter um baby num futuro bem próximo e um timing de comédia de deixar qualquer humorista no chinelo, o personagem pequerrucho rouba a cena do começo ao fim, garantindo duas horas e cinco minutos de diversão.

Graças ao bom senso dos roteiristas, Edna Moda e o descolado Gelado voltam a compor a trama e é válido mencionar também o cuidado da tradução em trazer para a versão dublada algumas sacadas nacionais bem genais – momentos que mais arrancaram risadas escancaradas da audiência.

A sala estava lotadérrima na estreia e, se puder, farei parte desse quórum novamente. Se você pretende assistir a Os Incríveis 2 no cinema, minha única advertência é: em alguns momentos, o jogo de luz utilizada pode incomodar um pouco a vista, principalmente se optar pelo modo 3D. Mas nada que atrapalhe a experiência.

No fim das contas, os longos 14 anos de espera valeram muito a pena. Eu torço fervorosamente para que essa família tão comum e tão extraordinária renda uma trilogia e já espero ansiosamente pelo próximo capítulo dessa história.

family

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