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Escrevo, depois apago

Não fui eu, foi meu eu-lírico

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Conversas

Feel something so right

– Você me dá vontade de escrever.
– Tudo que é errado te dá vontade de escrever…

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De mentirinha

Sento para fazer xixi e finjo ser entrevistada por Marília Gabriela (a versão do GNT). Uso tailler estilo Sandra Bullock em “A Proposta”, estou gata. Cabelos soltos e cacheados. Morena. Bem maquiada, porém suave. Iluminada. Linda.
Falo com graciosidade e de maneira extremamente natural. Divago sobre meus grandes feitos, documentários, matérias, prêmios e sobre o quão incrível sou.
A entrevista é maravilhosa. Acredite ou não, Gabi (como a chamo) escutou belíssimas coisas sobre minha pessoa.
Levanto e entro no banho. O entrevistador agora é Jô Soares. E eu sou demais. Viajei o mundo e relatei tudo aquilo de mais maravilhoso em vídeo, em livro, em blog. em tudo. Porque eu sou Incrível. Jô ri de todas as minhas piadas, resolve me entrevistar por dois blocos seguidos e a plateia toda grita em coro quando é anunciado meu momento de partir. Prometo voltar e nos abraçamos.
Me enxugo enquanto disponho um pouco do meu tempo para conversar com Ellen (essa mesmo, a DeGeneres). Em inglês. Sou roteirista de seriados americanos. E tenho uma ONG, claro. Meu último namorado foi Leonardo DiCaprio, mas no momento estou dando um tempo, fechada para balanço, casada com meu magnífico e super bem feito trabalho. Não será difícil, porém, voltar à vida amorosa. Todos me querem.
Oprah, mesmo aposentada, me entrevista e se espanta ao ver que apesar de ter sido considerada a mulher mais bonita do ano sou muito inteligente e de verdade me preocupo com a paz mundial.
Não preciso nem comentar o quão galanteador foi David Letterman, não?
Termino de me vestir agradecendo a Jimmy Fallon pelo excelente programa que gravamos juntos. Aceno para a plateia, mando beijos, distribuo autógrafos, tiro fotos.
Fecho a porta do banheiro.
Deito na cama, de pijama, quentinha, e durmo feliz.

A baiana da cidade sem nome

Toca o despertador às 4h30 da manhã, Eliene Reis Aguiar está acostumada a acordar cedo. A baixinha, como é conhecida – por conta de seus 1,5m de altura -, trabalha como empregada doméstica há 38 anos e já sabe que às 8h, impreterivelmente, o café da patroa tem que ser servido.
Um entra e sai na cozinha, lava roupa, estende o lençol e alimenta o cãozinho de estimação ao som da rádio Nativa FM e apenas ao regar os vasos na sala, cantarolando, é que se dá conta de que eu a estou esperando há aproximados 50 minutos. Seu jeito sério, de poucos amigos, contrasta com a sorridente senhora, de aparência sofrida, que há pouco se entretia entre uma e outra tarefa diária. Antes mesmo de ser questionada, diz ser tímida e não saber se comportar diante de pessoas com quem nunca conversou e já vai logo avisando que não vai responder todas as perguntas.
A conversa, porém, flui naturalmente e a desconfiada baixinha revela sua história de uma maneira emocionante e encantadora.

– A senhora nasceu em que cidade da Bahia?
– (Silêncio…) Na verdade, a minha cidade não tem nem nome. Porque era um sítio e não tinha nome. Ainda hoje, não tem nome. A minha cidade, acho que nem existe no mapa.

Eliene, filha número cinco de uma família de doze irmãos, deixou seus pais e sua cidade sem nome ainda quando criança. Veio com a tia Fátima para a grande cidade de São Paulo, em busca de uma vida melhor, “como se diz por aí”.
Sua infância foi marcada por não ter existido. Trabalhou na roça e aos onze anos de idade passou a “servir”, como diz, em casas de família. Afirma que se pudesse mudar alguma coisa de seu passado, gostaria de estudar. Mas por nunca ter tido a oportunidade, não pensou em outra profissão a fizesse feliz.

Hoje é casada, muito bem casada, há 30 anos e mãe de três filhos – dois casados e um solteiro, que dá muito trabalho. Lamenta por não ter conseguido pagar a faculdade de nenhuma das crias. “Meu filho mais novo é professor, não fez faculdade, mas fez magistério. Pelo menos já tá melhor que eu né? Agora a esperança tá nos três netos, mas só Deus sabe se é possível. Cada vez a coisa fica mais difícil né?”.

Já mais tranqüila e menos desconfiada, Eliene garante que sua sorte foi encontrar patroas muito generosas e amigas, pois “vida de limpeza não é fácil não” e tenta se contentar com a vida que leva. “Sonho, a gente sempre tem né? Mas eu acho que o que tinha que acontecer, já aconteceu”.

– A senhora tem alguma lembrança da sua infância? Alguma situação que te marcou?
– Olha, uma coisa que me marcou muito foi que eu morria de medo dos patrões. Quando eu ia trabalhar, tinha muita menina assim do nordeste né? E eu morria de medo de algum patrão bater na minha porta quando fosse meia-noite. Dormia em quarto separado, mas sabe como são essas coisas né? Graças a Deus, não aconteceu nada, mas passei muita noite acordada, com medo.

– E de alguma história engraçada, a senhora se lembra?
– Engraçada mesmo, acho que nenhuma.

Hesitante, Eliene confessa que se pudesse, por apenas um dia, inverter os papéis com a matriarca da família para a qual trabalha, tentaria entender melhor a situação dos funcionários e ajudaria com o que fosse possível.

– E um sonho?
– Pposso ser sincera? Eu queria mesmo era ter um casão como os que eu trabalhei, mas não acredito em milagres.

Ao ser questionada sobre o futuro, a baixinha não sabe bem o que a espera – acha que nunca terá a oportunidade de se aposentar, mas espera poder descansar, pra compensar o tanto que trabalhou na vida.
Enquanto isso, segue a rotina, de segunda a sexta-feira trabalhando e de fim de semana aproveita pra tomar umas cervejas e dar umas risadas nos churrascos dos amigos vizinhos, lá em Carapicuíba, onde mora, “porque ninguém é de ferro né?”.

“Febre” na mão e sorriso no rosto

Quando soube que teria a possibilidade de folhear páginas e páginas daquelas belas, inteligentes, pensadas e sutis combinações de palavras, enlouqueci.
Torci muito pelo projeto, pelo autor, pelo talento que viraria sucesso.
Mas quando a espera ganhou vida, nome, cor, textura e preço, eu estava longe.
“Você pode comprar pela internet”, me diziam. Mas os correios do México são terríveis e só deixaram passar cartas de minha mãe porque o santo dela é forte e porque recado de mãe (convenhamos) é até pecado barrar.

No Brasil, tentei a livraria mais próxima. “Não tem, senhora!”
Entrei no site. Saí do site. Entrei no site. Saí do site. Entrei no site.
“Para efetuar a compra, clique aqui.” Cliquei. “Opção inválida.”
“Como assim, meu senhor?”
A máquina nunca me respondeu.
Deixei para lá. “Depois eu vejo isso”, pensei.
“Só vende na livraria tal”, me contaram. Fui.

– Ixi, senhora, não tem.
– E não dá para ver no sistema se tem em outra loja?
– Ixi, senhora, o sistema não está funcionando para ver outra loja.
– E se eu der uma volta? Você acha que ele volta a funcionar em quanto tempo?
– Ixi senhora…
– Ixi digo eu, moço.
– Mas a senhora pode verificar pela internet e efetuar a compra por lá mesmo. Chega direitinho na sua casa.

Lá vem essa tal de internet de novo. É cômodo e prático, eu sei. Mas a felicidade de comprar algo é exatamente trocar, naquele imediato momento, notas e moedas por algo palpável, tangível. Algo meu. Novo. Lindo. Escolhido a dedo.

Quer coisa mais chata que ver o saldo da conta diminuído e em vez de poder aproveitar o desejado produto, ganhar a necessidade de conferir o itinerário da encomenda? Eu, hein.

– Bom dia, moço.
– Oi, senhora. Achou o que procurava lá na internet?
– Não achei não, moço, Hoje o sistema está funcionando?
– Tá sim!
– Então checa aí pra mim!
– Olha, tá dizendo que na av. Paulista tem…
– Que horas fecha lá?
– Ixi, senhora, fecha daqui a 20 minutos. Não dá tempo de chegar lá não.
– E não dá para reservar o livro pra mim?
– Ixi…

Sábado de chuva. Avenida Paulista. Conjunto Nacional. 10h da manhã.

– Oi, moça. Bom dia. Vem cá, tem esse livro por aí?
– Diz aqui que o livro chegou em agosto e que ainda tem um exemplar, mas não sei se tem não. Vou procurar.
– Por favor!

A moça sumiu, evaporou. Mergulhou no mundo das prateleiras ordenadas com e sem sentido. Na minha prateleira particular, imaginária, seções de emprestados, presentes, comprados, favoritos, abandonados, na fila para serem lidos e aqueles que nunca mais serão folheados.
Caminhei junto a ela. Capas, fontes, letras, desenhos, fotos, grossos, finos, feios, bonitos, best sellers, dietas da moda, dor de amor, finais felizes, autoajuda, empreendedorismo, qualquer coisa for dummies, clássicos.

Na ponta dos dedos, diferentes texturas. Som de silêncio e procura por títulos. Olhos atentos. Cheiro de páginas e páginas e páginas. Velhas. Novas. Brancas. Amareladas.

Novidades em formato de sacolas, marcadores, canetas e cadernos.

No caminho, crianças entretidas com figuras. Jovens sentados em aconchegantes poltronas. Fones no ouvido. Livros nas mãos. Cheiro de café, atmosfera de leitura. Pessoas interessantes, interessadas. Felizes. Experiência que não dá para trocar por virtual nenhum. Por mais fácil que seja.

– Acabou.
– Como assim, “acabou”? Você não falou que no sistema dizia que tinha um?
– Pois é.
– Pois é o quê?
– O sistema dizia. Mas é que a internet não funciona direito às vezes…
– É mesmo? Não me diga!!! Moça, sério mesmo, eu preciso desse livro!
– Que cor é a capa?
– Vermelha!
– Ok!
– Ou azul!
– …
– Acho que é meio bege. Com azul. E vermelho. E tem meio que uma figura. Sabe, meio assim…! Ah, talvez seja meio roxa!
– Senhora…
– Quer que eu procure na internet?
– ….
– Não é esse não, moça, olha aí o título. Esse título é ruim, né?
– Acho bonitinho.
– …
– É esse?
– não!
– Ai, moça. Sinto muito.
– Não, não. Tudo bem! Acho que vou comprar pela internet mesmo.

Fiquei um tempo ainda por ali. Meio cabisbaixa. Vencida. Tentando achar algo empolgante para iniciar uma nova leitura enquanto esperaria pelos correios. Malditos correios. Presente de amigo secreto talvez. Quem sabe receitas diferentes ou até mesmo aquele volume gigante, teórico e chato, porém útil…

– Acheiii!
– …
– Moça! Moça! Achei!! Tava escondidinho lá! Mas tá aqui, pronto pra levar para casa!

Nem acreditei. Folheei. Abracei. Quase beijei a capa que, de fato, é meio bege, meio cinza, meio azul, meio verde, meio vermelha, meio roxa e que tem uma figura mesmo, meio assim…!

– É débito, moço, por favor!
– Ixi! Estamos sem sistema, não tá aceitando cartão.

A compra “foi efetuada com sucesso” da maneira mais arcaica possível. Na loja física. Com dinheiro vivo.
Agora, só falta o autógrafo.

A verdade que não se quer ver

– e aí, já pegou lá o rapaz?
– não
– ué, não ia pegar?
– eu nunca disse que ia, de fato, fazer nada. Só disse que tava rolando um clima, só isso.
– tá. E vai pegar quando então?
– eu não sei ainda se eu vou pegar, tenho um pouco de asco às vezes, mas às vezes ele me atrai! Tô meio em dúvida.
– pega logo!
– é que eu tenho medo de me machucar de novo…
– é só não se apegar, ué
– ah é, como se fosse algo totalmente controlável!
– “pega, mas não se apega!” Esse é o lema, queridinha!
– é, talvez funcione!
– …
– mais ainda porque agora eu descobri que não estou apaixonada!
– como?
– eu pesquisei no Google!
– PESQUISOU NO GOOGLE?!?!
– sim! Pesquisei os sintomas da paixão e não batem com os meus.
– ai, senhor, você tá apaixonada!
– lógico que não, Salomão, como eu posso estar apaixonada se não reconheci nenhum sentimento e ainda tive que buscar na internet?!?
– criatura, se em vez de fuçar no youtube, assistir a alguma série, ficar por dentro da vida dos famosos, investigar alguém no facebook ou sei lá…assistir a um vídeo pornô, você perdeu o seu tempo agindo como uma menina de 15 anos ridiculamente perguntando pro Google se tá envolvida ou não….sinto te avisar, mas as respostas não podiam estar mais claras! Parabéns, você tá apaixonada!

Entre eu e eu mesma

– deus do céu, você vai continuar?
– vou.
– mesmo sabendo que talvez não seja tudo aquilo que espera?
– sim.
– por muito tempo?
– bastante.
– quanto?
– suficiente.
– para quê?
– para tudo.
– mas você está fugindo?
– talvez…
– mas fugindo de quê?
– não sei ainda.
– e não tem medo de ficar?
– não.
– por quê?
– porque sei que tenho para onde voltar.

Da vida e suas tragicomédias

– Que graça teria nossa vida sem boas (leia-se trágicas, dramáticas e cômicas) histórias para contar e ouvir? – indaga meu amigo Salomão

Penso, por alguns silenciosos segundos.

Lembro da vez em que, a fim de paquerar o mocinho do terceiro colegial, espetei toda minha bunda de menininha da sétima série em um canteiro cheio de espinhos, fazendo com que, para sempre, associasse rosas ao menino que, na época, tinha o apelido de Vampirão.

Penso também em quando nos comunicávamos, eu e minhas amigas, por meio de recadinhos jogados pela janela com os meninos mais velhos do colégio. Foi assim que recebemos o apelido de Julietas de um querido e inesquecível professor. Seguimos buscando nossos Romeus.

Recordo a vez em que agarrei um japonês em pleno metrô canadense. O vagão estava tão cheio que não conseguia me equilibrar. Na brecada que deu, não pensei duas vezes. Fui xingada de inúmeros palavrões japoneses que jamais entenderei. Mas nunca me esquecerei da sensação de conforto do paletó macio ou da intimidade que tinha com a amiga que ria compulsivamente de meu lapso e com quem, hoje, nem falo mais.

Lembro do dia em que cantei, em solo canadense, “um elefante incomoda muita gente”com uma amiga brasileira. Juntas, chegamos até o número 200 ao esperar pelo ônibus que nunca chegou. Na mesma tarde, sambamos em volta do guarda-chuva a fim de convencer o guarda do consulado que éramos, de fato, brasileiras, e que precisávamos de ajuda por termos perdido nossos passaportes.

Coro ao recordar o tombo que levei ao tentar impressionar, aos 16 anos, meu namorado mais velho, usando salto agulha de mais de 15 centímetros. Essa cicatriz, no joelho, eu tenho até hoje. O mesmo namorado me levou de moto (quase uma biz) até a praia e eu só me lembro de berrar, durante toda a descida da serra “eu vou morrer e minha mãe vai me matar!”. Sobrevivi. Mas voltei de ônibus.

Sorrio ao pensar na vez em que saí do novo apartamento correndo, com chaves, cadernos, livros, sapato, desodorante e bolsas nas mãos e dei de cara com o cara mais bonito da face da terra no elevador. Seria até despojado, não fosse o enorme pedaço de panetone sendo mastigado em minha boca, impedindo qualquer tipo de comunicação ou sorriso ou classe ou dignidade. Fiasco.

Dei em cima do professor de spinning, que era gay. Confessei meu amor bêbado a um garçom muito simpático e acordei com várias mensagens no meu celular. Bebi pinga achando ser água e água achando ser pinga (tamanha a bebedeira). Cantei no karaokê achando que arrasava na interpretação da Madonna, no primeiro encontro. Topei um encontro às cegas e passei a noite dobrando guardanapos ao ouvir as histórias de um lutador de jiu-jitsu que não sabia falar de mais nada, além dos próprios músculos. Sem contar a vez em que escorreguei no cocô de cachorro e sujei minha calça, minha bunda, minha bolsa e meu paquera, bem no meio da rua.  Fiz amizade com travestis e passei o ano novo numa balada gay muito louca. Cheguei atrasada em inúmeras sessões de cinema com uma amiga que consegue ser mais enrolada do que eu. Com ela, dou risada até cinco da manhã dentro do carro. De dramas meus, nossos e de nosso grupo de amigos – todos desajeitados.

Choro de rir sozinha e respondo, convicta:

– Nenhuma.

As simple as it gets

E aí a gente se desespera e liga pra tudo quanto é gente da já carimbada lista telefônica para ter certeza de que vai fazer alguma coisa diferente do que ir pra casa sozinha chorar as mágoas da decepção.

E aí a gente aceita convites de última hora e até se diverte, mas não consegue parar de pensar em como teria sido tão mais legal se fosse de outro jeito. Aquele, combinado. E aí a gente foca no trabalho e nos estudos que é pra tentar esquecer que se envolveu, mesmo sabendo que não podia, que não devia, que era errado. E aí a gente tenta se convencer de que é errado mesmo, que não daria certo, que não funciona. Mas aí a gente lembra que era bom, porque era mesmo. E aí a gente tenta se afastar, não demonstrar e em hipótese alguma ligar. E aí a gente mantém as mãos bem longe do telefone, mas vai até o céu quando este se manifesta. E aí a gente vai conferir, esperançosa, e descobre que é só mais uma mensagem sobre amor, daquele serviço que não foi comprado, mas insiste em comer os poucos créditos que ainda restam. E aí a gente lembra que tem que ligar pra TIM, pra cancelar essa porcaria que além de roubar uma fortuna de centavo em centavo, ainda é inconveniente, falando de decepções e dor de amor nos momentos em que estes são os únicos assuntos a serem evitados. E aí o coitado do moço do outro lado da linha não entende nada quando começamos a xingar a operadora de filha da puta, egoísta, insensível e enganadora.

– Mas, senhora, quando essas coisas de amor te perturbarem, é só responder com a palavra NÃO, que isso para – esclarece o paciente moço.

Como se a vida fosse assim tão simples.

E aí a gente desliga o telefone, estupefata de ver como alguém tão fora da situação conseguiu dar a luz que precisava. E aí tudo faz sentido e a gente consegue enxergar a situação. Some a vontade de trabalhar feito cão e focar nos estudos volta a ser difícil. Mas difícil mesmo vai ser, enfim, enviar a palavra NÃO.

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