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Escrevo, depois apago

Não fui eu, foi meu eu-lírico

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Diário de bordo

Despedida

Mesmo tendo certeza absoluta de que havia tomado a decisão certa, sentei na cama e chorei.

Simplesmente chorei toda a saudade que tinha sentido de minha família. Chorei a força que tive que ter, as barras que tive que enfrentar e as escolhas que tive que fazer.

Chorei a saudade que eu ainda ia sentir, chorei os amigos que fiz e o mundo de coisas que aprendi. Chorei o amor que aprendi a controlar, os lugares que conheci e a felicidade que senti.

Chorei o prazer de morar em cidade pequena, chorei o saludo do outro lado da calle, chorei as botas que tive que deixar pelo peso da mala.

Chorei o fato de agora de verdade me conhecer. Chorei as pessoas incríveis que levo comigo. Chorei a parte enorme de mim que aqui eu deixo.

Chorei pela pinche distância geográfica. Pela dor e pelo prazer de viajar. Chorei primeiro por ter decidido ficar mais. Depois, por decidir ficar menos.

Chorei a família postiça que tive e as maluquices que vivi. Chorei a minha independência e a minha responsabilidade. Chorei em espanhol, em coreano, chinês, alemão e inglês. Só não chorei em português porque a volta é a única certeza que agora eu tenho.

Chorei por estar feliz. Pelo sentimento de dever mais que cumprido. Chorei por não deixar mais nenhum assunto mal acabado e pelo difícil que isso foi.

Chorei porque muitos choraram por mim. Por me sentir querida. Por amar.

Chorei porque já não choro por qualquer coisa, mas porque essa situação, de verdade, pedia todas as lágrimas e soluços e desespero. Chorei porque valeu e valeu muito a pena.

Guanajuato lindo y querido

Lembra quando a gente chegou aqui, meu deus?

Uma menina de olhos chorosos e bússula quebrada. Não fazia a menor ideia de quem era ou de quem poderia vir a ser.

No começo, foi o México que teve que se acostumar com minhas roupas bregas, minha temporária aversão a todos os tipos de chile, minha mania de comer abacate com açúcar e meu mal espanhol.

Para mim, no entanto, foi rápido entender a geografia das pequenas calles, o bom humor matinal mexicano, os mariachis invadindo os restaurantes e os domingos com direito a banda no coreto.

Por meses eu esqueci o que era andar de carro, demorar mais de 15 minutos para chegar em algum lugar ou passar o sábado em um shopping center.

Nos finais de semana, com pouco dinheiro, pegava qualquer ônibus e visitava cidades vizinhas, com diferente culinária, diferentes morros, diferentes pessoas e igrejas muito parecidas.

Não tive problemas com as peregrinações matutinas que tomavam toda a minha rua. Algumas eu até acompanhei. Aliás, gostava muito de participar de eventos locais. La única güera em meio a todos aquelos mexicanos festeiros e fiéis.

Se a minha história com Guanajuato tivesse terminado quando estava programado,  esta pequenita cidade mexicana estaria para sempre em meu coração como a cidade da magia, felicidade e calmaria. Provavelmente seria destino de inúmeras férias e de vida depois da aposentadoria.

Mas estar apaixonado, minha gente, funciona da mesma maneira em qualquer lugar do mundo. Assim, Guanajuato e eu, sofremos a crise dos 7. 7 meses depois, as cucarachas começaram a me incomodar. O fato de ter que buscar pequenos animais mortais como aranhas e escorpiões debaixo da cama, nas frestas das janelas y en todos los rincones me empezó a molestar. Mesmo.

As mesmas músicas dos mesmos mariachis a cada restaurante me agradava cada vez menos e quando a banda do coreto começou a me irritar, meu amigo, eu soube que era o fim. Depois de 9 meses, o cheiro de tortilla de maíz sendo feita passou a ser veneno pro nariz e o sotaque mexicano já não era mais assim tão bonitinho.

Comecei a sentir falta até do trânsito de São Paulo e passei a não entender como pessoas de países como Estados Unidos, Canadá e Suíça resolviam ficar para sempre em Guanajuato. Os óculos cor de rosa caíram e o ar seco e a altitude daquela cidade que um dia me surpreendeu, começou a me fazer mucho daño.

A vida tem ciclos e o segredo é saber enxergar a hora de fechá-los. Se eu insistisse um pouquinho mais, acredito que sairia daqui com um verdadeiro asco de tudo que tem a ver com México. Mas, felizmente, minha história se encerra a tempo de receber o meu diploma e reconhecer que o país da tequila foi meu melhor amigo e a melhor coisa que podia ter acontecido em minha vida neste último ano.

Foi aqui que eu descobri quem eu era sem medo de mostrar-me ao mundo. Foi essa cidade que me acolheu com seus callejones íngrimes e o ar seco nem fez tanto mal assim. Saio daqui uma pessoa muito melhor do que cheguei. Com amigos de todas as partes do mundo, inúmeras fotos, um repertório cheio de malas palabras y canciones en español, histórias para contar, receitas de abacate com sal e já sem paixão, mas com muito amor que, muito claro e límpido, seguirá comigo até a eternidade. Guanajuato sempre fará parte de mim e eu sempre farei parte de Guanajuato.

Rotina

“Êêêê” … “Êêêêê” – grita o homem demasiado temprano em minha janela. Até hoje não entendo o que ele fala, só sei que ele vende gás. Para cima e para baixo com o enorme cilindro cheio apoiado nos ombros fracos. Callejones, vielas, avenidas. Aqui não tem caminhão com sinfonia, é a potência da garganta que salva o almoço e o banho quentinho a cada quarta feira.

Na lojinha da esquina nunca tem caixinha pequena de leite. Tem que levar 2 litros ou nada. Sempre saio de mãos abanando e com um convite de fiesta de cumpleaños da Gaby, que até hoje me chama de Verônica “porque eu pareço muito com a artista da televisão”. Seu aniversário foi em janeiro, mas parece que o salão-da-casa-do-tio-do-amigo-do-vizinho-do-primo, que vai emprestar o local para o evento, ainda não está pronto.

Sem leite, sou obrigada a levar suco de goiaba ou tenho que caminhar à loja de conveniência mais próxima. Mas como lá nunca tem troco, deixo por isso mesmo.

Saio cedo, mas chego tarde. Isso porque em meio a convites e sucos e (falta de) leite, paro para cumprimentar a Flo. Eu prefiro dizer ‘Flor’ – me parece mais cheiroso – porque apesar de bonito, ‘Florencia’ é muito grande. Mas Flo prefere assim, sem o ‘r’, diz que parece mais carinhoso. Flo é a única pessoa que recebe um sorriso verdadeiro antes das 9 da manhã. Nosso diálogo é sempre o mesmo, com pequenas mudanças – se faz frio ou calor; como foi a aula de zumba ou de vôlei – mas segue sendo indispendável.

O sorriso falso só começa a ser ensaiado pouco depois das 9h e dura até o meio-dia. Quando me sinto livre. Almoço, troco mais alguns sorrisos, esbarro nos de sempre, reparo nos novos, conto 5 degraus, cuido ao atravessar a rua, caminho, caminho e caminho.

Vou à comunidades, cuido de crianças, conscientizo indígenas, contabilizo horas de trabalho de mulheres que dormem 2 horas por noite. Acompanho casos horripilantes. Atendo ao telefone, respondo a e-mails, atualizo o facebook com imagens de mulheres fortes.

Falando em forte, tonalizo mi pompis em classes de step, zumba e tae bo – não necessariamente nesta ordem. Ajuda a aliviar a pressão de conhecer problemas tão sérios. Tomo banho, leio um pouco, escrevo um pouco, saio um pouco.

Volto. Spray na mão. Visão raio-x. É hora de matar qualquer coisa incapaz de sobreviver ao super-veneno-salvador-da-minha-vida-mexicana. Cucarachas, alacranes, insetos rasteiros e que voam, coisas estranhas que pulam e qualquer ser ousado o suficiente para ameaçar-me em minha única zona de quase-conforto.

Escuto atentamente às aventuras de minhas roommates enquanto espero o quarto arejar – na esperança de não me afogar em meu próprio veneno -, assisto a qualquer coisa completa no youtube. Cochilo. Lembro que acabou o gás e durmo torcendo para amanhã ser quarta feira.

Verás que um filho teu não foge à luta

Pela primeira vez, o facebook não serve apenas como fonte de entretenimento. Montagens com cachorrinhos fofinhos, frases engraçadas ou de efeito e fotos com bico de pato na frente do espelho, graças a deus, são deixadas de lado.

A rede social funciona, para mim, como meio de informação. É jornal impresso, revista, rádio e televisão. É ponto de vista, reclamação, protesto e maneira de marcar encontros. É o Brasil pedindo por mudanças. É a falta de medo. É o despertar de uma nova era. É o brasileiro mostrando a sua cara. É a PM atacando. São os políticos calados.

Facebook hoje é o relato da história que meus compatriotas estão mudando na rua. É a imagem da bala de borracha no olho que já não pode ser censurada. É um grito não mais calado. É só o começo.

Em julho de 2011, tive contato com um dos maiores movimentos já visto no Brasil, o Movimento Caras Pintadas. Com o objetivo de terminar nossa jornada na universidade e finalmente nos tornar jornalistas, duas grandes amigas e eu fizemos um documentário intitulado “Era uma vez um presidente”. Nossa principal pergunta girava em torno da legitimidade das manifestações de 1992. Descobrimos que não foi bagunça, era indignação. Imagens de incontáveis jovens cantando e protestando nas ruas nos emocionou diversas vezes. O sentimento de patriotismo e vontade de mudar foi enorme. Mas parecia demasiado distante.

Hoje, esse sentimento bate de novo. Mas é real. Está aqui. A história está sendo mudada, o país  está lutando. E a gente faz parte disso. Eu estou longe, mas com botas de combate verde e amarelas assim como meus muitos amigos e outros milhares de cidadãos brasileiros.

É hora de deixar o facebook, desligar o computador, desconectar do twitter e ganhar essa batalha. Os brasileiros já tiraram um presidente do poder, é a sua vez de fazer algo pelo país! Muda, Brasil!

Em Progresso

Vem ser dono do meu nariz

Aeroporto de Cumbica, Guarulhos, SP, Brasil:

– Então tá bom, gente! Tchau!!
– Tchau, boa viagem!!

– Tá, então eu vou! Tchaaau!!
– Tchau!!!! Boa viageeem!

– E aí? Acho melhor você ir, né?
– Aham. Sim, sim. Eu vou!
– Então coragem, vai!!
– Hãm…ok…então….eu vou…tchau!!
– Tchau!

Se alguém me pedisse para ficar, se sugerisse que assim, de repente, desistir não seria tão feio, não duvido que neste exato momento estaria escrevendo qualquer outra coisa sentada em minha cama em São Paulo, Brasil.

Ninguém me impediu. Nem eu dei o braço a torcer. Mas chorei durante todo o voo. Talvez as lágrimas tivessem mais a ver com o medo incontrolável causado pela absurda turbulência. Ajudou um pouco o fato de as aeromoças não estarem sorridentes ou servindo aquela gororoba que eles chamam de “frango” ou “massa”.

Mas tudo bem. Sobrevivi, enfim. E agora escrevo sobre essa história sentada em minha cama em Guanajuato, México. Eu gosto daqui. Gosto mesmo. Pela primeira vez na vida eu não sei o que é congestionamento. Chego aos lugares em 15 minutos, a pé. Sei o nome de 80% da população local. Toda segunda-feira conheço alguém diferente. Um chico ou uma chica que sempre tem mais ou menos a minha idade, exerce as mais diversas profissões, fala muito bem ou nada de espanhol, é legal ou insuportável, mas que sempre acaba virando um grande amigo.

Em minha lista de telefone existem nomes comuns e muito mexicanos como Maria Guadalupe e Juan José. Mas também tem Sebastien, Ashleigh, Momoka, Asusa, John, Asaki, Catalina, Katrin, Emily, Carl, Cindy e mais, muito mais. São amigos temporários porém intensos que, em sua maioria, vêm de países como Austrália, Suíça, Estados Unidos, Japão, China, Alemanha e Canadá.

Principalmente quando aparece algum brasileiro perdido nessa torre de babel, em dois dias já viramos companheiros de 10 anos, do tipo que xinga, faz piada idiota, ri da cara do outro e abre a geladeira sem pedir permissão.

O povo mexicano é tão caloroso quanto o brasileiro. Mas isso pode ser bom e ruim. Quase não há choque de cultura, mas às vezes dói presenciar um abraço fraternal e pensar que seus abraços ideais estão bem bem longe, a muitas turbulências de distância. Assim, os europeus mais frios são capazes de oferecer o apapacho mais carinhoso e o japonês, desacostumado ao contato físico, é o único amigo que pega na sua mão ao perceber nervosismo ou inquietação.

Viajar e morar fora são duas coisas completamente diferentes. Aqui eu tenho que matar alacranes, encontrar o foco de aranha, me preocupar com o gás, com a água e com a janta. Para tudo isso, não raras vezes conto moedas do trabalho que às vezes eu queria largar. Se eu fico doente, viro meu médico, motorista, pai e mãe. Faço compressa, preparo chá e seguro meu próprio cabelo se tiver que vomitar.

A primeira vez que passei um tempo fora, voltei para casa, adolescente, e meu inferno foi perder a liberdade conquistada. Voltar a obedecer antigas regras, dar satisfações e não viver a #vidaloka era quase a morte.

Dessa vez conheci a independência e entendi que vem com muita responsabilidade. Voltei para casa, para visitar. Comi a comida da vó, assisti à televisão com meu pai, busquei meu irmão na escola, passei agradáveis momentos com a minha mãe. Dessa vez, a satisfação dada foi espontânea. Saí pouco, mas sempre detalhando com quem, a que horas, quem levaria, quem buscaria e mantive impreterivelmente meu celular ligado a todos os momentos.

Semana passada, já de volta à casa mexicana, a japonesa que mora no quarto vizinho resolveu fazer uma reunião de “família” para explicar – com uma história sem pé nem cabeça, mas cheia de detalhes provavelmente inventados – os motivos pelos quais não havia dormido em casa na noite passada. Seus pequenos olhos fechados se viam marejados e sua culpa e dor por ter desobedecido uma das leis da casa – aquela que diz que é preciso avisar se for trazer algum visitante ou se for passar a noite fora – era tocante e evidente.

A australiana, a americana e eu a perdoamos, claro. Mas entreolhares entendemos que ninguém havia percebido a ausência de nossa querida amiga e roommate. Na verdade mesmo, contanto que ela e todas nós estivermos vivas na manhã seguinte, não importa.

O fato é que nosso maior desejo, aqui na nossa liberdade, é que alguém nos dê bronca por sair sem casaco, que nos prepare uma canja em dias de gripe, que nos empreste uns trocados para tomar uns goles de tequila e que nos espere acordados. Ter alguém a quem dar explicações e inventar mentiras e encontrar argumentos nunca se fez tão importante.

Lá em Guarulhos, minutos antes de embarcar, torcendo para dar dor de barriga, ter um treco ou milagrosamente voltar a ser um bebê, minha resistência nada tinha a ver com o amor que tenho a este pueblo chiquito e maravilhoso que encontrei aqui no meio do deserto, ao curso, ao trabalho, aos amigos. Minha quase desistência teve mais a ver com matar insetos, preparar minha comida, pagar minhas contas, resolver meus problemas em espanhol, exercer a paciência e fazer escolhas completamente sozinha. Meu medo, afinal, não era do avião, era de , de novo, sair da barra da saia da mãe.

Férias forçadas

Precisei de uma pausa.
Os motivos já nem sei.
Já passou, já respirei. Mas meu tempo eu respeitei.
Até tive vontade de escrever, sabe?
Mas quando um provável primeiro parágrafo acabava não fazendo menor sentido, tudo bem.
As palavras não saíam. Sem problemas.
O sentimento não fluía. Ok.
Deixava o teclado, a caneta, as letrinhas pequeninas do celular. Ia viver, conversar, tomar umas aulas de zumba, ler um livro, dormir, beber umas boas doses de tequila. Não importa.
Escrever é prazer, é paixão.
É para colocar um sorriso no rosto, não é para estressar.
É para vomitar o que incomoda e não descabelar.
A vida já é toda feita de lombadas, pedras, labirintos e enormes jornadas montanha acima. Mas desta vez, resolvi tomar outro caminho. Outro rumo. Talvez a mim mesma, quem sabe.
Este blog é a minha verdade – vezes inventada. E se a bola da vez for o silêncio, aqui ele estará representado pelo branco da página que, agora e só agora, significa serenidade.

Si así es, que así sea

“Guardei o caderno em uma gaveta”
180 folhas inanimadas que agora parecem não fazer mais sentido para outros. As mesmas palavras que fizeram a diferença em minha vida por tantos dias e semanas e meses. E que mudou minha perspectiva, que me fez acreditar que sim, eu poderia mudar o mundo com uma caneta.
A notícia foi dada assim, sem lágrimas ou compaixão. Entendo. Não é minha vida. Não é minha história, não é meu livro.
Foi apenas minha ilusão, minha fé errônea, crença de menina imatura. Mas se desistir de fazer alguma diferença é amadurecer, não quero crescer nunca. Faz parte de mim a ingenuidade de criança, o acreditar em fantasia. Sim, eu idolatro o senhor Walt Disney até hoje. E me orgulho disso. Achei que um dia até pudesse ter um parque baseado em estas histórias lindas que encontro no caminho. Mas, mais uma vez, não é minha vida, não são minhas memórias. Que direito tenho eu de forçar alguém a tirar do baú, do fundo do peito, dos arquivos da mente algo que dói, que machuca, que faz mal. Não seria capaz e mesmo que fosse, não poderia dormir tranquila ao fazê-lo. Não é não e pronto. Outros projetos virão – eles sempre vêm, não é mesmo? E a vida continua, mesmo perneta.
Deixo uma parte de mim e de minha menina na gaveta que provavelmente não será aberta tão cedo. Não vou embora, mesmo assim. Mas o caminhar diário certamente será mais vazio e seguirei procurando em olhares misteriosos outras boas histórias a contar.

Entre eu e eu mesma

– deus do céu, você vai continuar?
– vou.
– mesmo sabendo que talvez não seja tudo aquilo que espera?
– sim.
– por muito tempo?
– bastante.
– quanto?
– suficiente.
– para quê?
– para tudo.
– mas você está fugindo?
– talvez…
– mas fugindo de quê?
– não sei ainda.
– e não tem medo de ficar?
– não.
– por quê?
– porque sei que tenho para onde voltar.

Vem, 2013!

Incrível, agora, é escrever sem sentir dor. Impressionantes são as visitas cada vez maiores em meu blog – que já não espreme todo o sangue de um coração partido e moído e pisado.
Interessante é perceber que felicidade também vende, que superação também atrai e que amor não precisa ser sofrido.
Sorrir ao ler textos passados é saber que já não mais machuca. Cutuca, sim, dá uma pena até, às vezes. Porque, claro, valeu a pena.
Mas sentir alívio ao entender que acabou de verdade, ah, essa vem a ser a melhor sensação do ano.
E que ano! E que venham outros. Sabe o quê? Com lágrimas, sim! Mas também com gargalhadas e aprendizado e muitas histórias para contar.
Que venham novos estilos de texto e mais leitores, mais viagens e mais amores – em formato de homens, amigos, família, lugares – e tudo o mais que possa servir de inspiração.
Vem, 2013, vem preencher meu coração!

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