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Escrevo, depois apago

Não fui eu, foi meu eu-lírico

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Todo dia ela faz tudo sempre igual

Vamos fugir

hoje me bateu uma saudade daquelas calles llenas de paralelepípedos, ventanas grandes, poucas opções de lazer e muito tempo de sobra.
quando dá vontade de fugir de novo pode ser que alguma coisa esteja errada. ou que a gente precise um tempo de nós mesmos, sabe? para poder-nos conhecer melhor.
há quem diga que viajar para distanciar-se de problemas é bobagem, prática ineficaz.
ah, quem afirma tamanha heresia nunca embarcou em experiências internacionais -para fora de si – com a maestria necessária.
é claro, ao empacotar, guardamos também o cérebro e o coração, vitais à nossa saúde e a nosso sofrimento. mas navegar por terras distantes, voar para longe da raiz do que aflige e desembarcar em estações além-mar de lágrimas é um santo remédio.
é possível desfazer-se e reconstruir-se em um apenas partir e chegar.
pôr os pés em novos destinos são oportunidades de escolher uma nova personalidade e encontrar-se ainda mais.
viajar é conhecer pessoas novas, culturas infinitas, idiomas impossíveis de decifrar e entender que a vida é muito mais e maior do que aquele minúsculo mundinho cotidiano, de onde saiu o motivo do pesar.
não pesa mais, a não ser que o passageiro muito insista em vestir aquela máscara de oxigênio sem haver despressurização na cabine.
melhorar depende única e exclusivamente de quem decide caminhar por outras estradas da vida.
viajar é ter problemas maiores do que dor de amor, de desilusão, de perda.
viajar é perdão, é esquecimento, é superação. viajar é auto-conhecimento, auto-suficiência.
viajar é cura, sim.
e chegou minha hora de partir de novo. de mim e para mim. em uma viagem sem fim.

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De mentirinha

Sento para fazer xixi e finjo ser entrevistada por Marília Gabriela (a versão do GNT). Uso tailler estilo Sandra Bullock em “A Proposta”, estou gata. Cabelos soltos e cacheados. Morena. Bem maquiada, porém suave. Iluminada. Linda.
Falo com graciosidade e de maneira extremamente natural. Divago sobre meus grandes feitos, documentários, matérias, prêmios e sobre o quão incrível sou.
A entrevista é maravilhosa. Acredite ou não, Gabi (como a chamo) escutou belíssimas coisas sobre minha pessoa.
Levanto e entro no banho. O entrevistador agora é Jô Soares. E eu sou demais. Viajei o mundo e relatei tudo aquilo de mais maravilhoso em vídeo, em livro, em blog. em tudo. Porque eu sou Incrível. Jô ri de todas as minhas piadas, resolve me entrevistar por dois blocos seguidos e a plateia toda grita em coro quando é anunciado meu momento de partir. Prometo voltar e nos abraçamos.
Me enxugo enquanto disponho um pouco do meu tempo para conversar com Ellen (essa mesmo, a DeGeneres). Em inglês. Sou roteirista de seriados americanos. E tenho uma ONG, claro. Meu último namorado foi Leonardo DiCaprio, mas no momento estou dando um tempo, fechada para balanço, casada com meu magnífico e super bem feito trabalho. Não será difícil, porém, voltar à vida amorosa. Todos me querem.
Oprah, mesmo aposentada, me entrevista e se espanta ao ver que apesar de ter sido considerada a mulher mais bonita do ano sou muito inteligente e de verdade me preocupo com a paz mundial.
Não preciso nem comentar o quão galanteador foi David Letterman, não?
Termino de me vestir agradecendo a Jimmy Fallon pelo excelente programa que gravamos juntos. Aceno para a plateia, mando beijos, distribuo autógrafos, tiro fotos.
Fecho a porta do banheiro.
Deito na cama, de pijama, quentinha, e durmo feliz.

Minha pauta, minha vida

Jornalista vai ao supermercado com caderninho e credencial. Interroga o moço das frutas, relata na mente o preço do feijão e tem ideia de pauta enquanto checa a quantidade de gordura saturada na tabela nutricional do miojo. Jornalista vai à loja da Oi e implora por um plano em que vai pagar as calças, mas que promete um 3G que funcione. “Moço, eu trabalho com isso”, explica, justificando a grosseria. Jornalista se sente mal ao escutar música na rádio em vez de acompanhar o jornal da noite. Mas jornalista também precisa estar a par das músicas da moda, não é mesmo? Jornalista encontra outro jornalista e reclama. Mas jornalista fica orgulhoso quando vai preencher a qualquer ficha que inclui a profissão como item obrigatório. “Jornalista” – fala e levanta o queixo, meio metido. Afinal, jornalista é bicho que se acha. Acha que sabe de tudo e sabe mesmo. Porque pergunta. É curioso. Homem jornalista é o único que pede informação no trânsito. Pode até fingir que não é que está perdido, só precisa investigar uma pauta. Jornalista sonha com emprego que inclua viagens. Jornalista quer liberdade de horário. Mas nunca desliga. O celular. A TV. A mente. Jornalista que é jornalista sabe de tudo um pouco e não se especializa em quase nada. Sabe falar sobre assuntos diversos e usa exemplos que começam com “uma vez eu fiz uma matéria” para comprovar sua maestria no tema, deixando no chinelo qualquer não-jornalista presente. Jornalista pode ser burro de pedra, mas sempre é considerado inteligente pelos amigos. “sou jornalista”, diz. Sem ninguém nem perguntar. Jornalista fala com gente diferente todo dia. Descobre novos temas toda semana. Tem orgulho de sair da redação às cinco da manhã em dia de fechamento. Posta nas redes sociais, afirma todo orgulhoso “de quinta, não posso, é fechamento” e chega em casa e reclama. Vida de jornalista é a perfeita versão do “entre tapas e beijos” profissional. E lendo este texto, todo jornalista se sentiu feliz e fracassado. Orgulhoso e confuso. Inteligente e tapado. Todo jornalista, lendo este texto, se sentiu jornalista. E amou.

Keep moving forward

Essa dor silenciosa é a pior dor que tem. É morrer por dentro cada dia um pouquinho. A cada semáforo vermelho, a cada chá preto, a cada nova música.

É estar mal o tempo todo em que se está bem. É não desmoronar quase nunca, desmoronando quase sempre. É buscar preencher o vazio com qualquer coisa que sabemos que não vai funcionar. Mas mesmo assim o fazemos.

É uma dor que dói tanto, que já não dói nunca. É um bichinho que incomoda o tempo todo, cutucando vezes sutil, vezes fortemente. É um desgosto constante de viver uma vida sem mais significado.

É ir à missa só por saber que ficar bravo com Deus não vai mudar a luta. Nada mudará.

É se esforçar para fingir viver, quando a alma está em frangalhos, moída, destroçada e ferida, detonada e jogada na cama, assistindo a qualquer episódio de Friends enquanto o corpo esboça falsos sorrisos ao tomar um cafezinho sem açúcar com qualquer pessoal.

A vida é o teatro que precisa rodar quando toca o despertador, abrindo a cortina do dia. O espectador só paga se gostar do show – que não pode parar. Cruel e simples. Um normal injusto pelo qual todo mundo, um dia, tem que passar. É assim, só assim, que a vida continua. E a gente carrega o guarda-chuva furado, enquanto o sol não brilha.

Rotina

“Êêêê” … “Êêêêê” – grita o homem demasiado temprano em minha janela. Até hoje não entendo o que ele fala, só sei que ele vende gás. Para cima e para baixo com o enorme cilindro cheio apoiado nos ombros fracos. Callejones, vielas, avenidas. Aqui não tem caminhão com sinfonia, é a potência da garganta que salva o almoço e o banho quentinho a cada quarta feira.

Na lojinha da esquina nunca tem caixinha pequena de leite. Tem que levar 2 litros ou nada. Sempre saio de mãos abanando e com um convite de fiesta de cumpleaños da Gaby, que até hoje me chama de Verônica “porque eu pareço muito com a artista da televisão”. Seu aniversário foi em janeiro, mas parece que o salão-da-casa-do-tio-do-amigo-do-vizinho-do-primo, que vai emprestar o local para o evento, ainda não está pronto.

Sem leite, sou obrigada a levar suco de goiaba ou tenho que caminhar à loja de conveniência mais próxima. Mas como lá nunca tem troco, deixo por isso mesmo.

Saio cedo, mas chego tarde. Isso porque em meio a convites e sucos e (falta de) leite, paro para cumprimentar a Flo. Eu prefiro dizer ‘Flor’ – me parece mais cheiroso – porque apesar de bonito, ‘Florencia’ é muito grande. Mas Flo prefere assim, sem o ‘r’, diz que parece mais carinhoso. Flo é a única pessoa que recebe um sorriso verdadeiro antes das 9 da manhã. Nosso diálogo é sempre o mesmo, com pequenas mudanças – se faz frio ou calor; como foi a aula de zumba ou de vôlei – mas segue sendo indispendável.

O sorriso falso só começa a ser ensaiado pouco depois das 9h e dura até o meio-dia. Quando me sinto livre. Almoço, troco mais alguns sorrisos, esbarro nos de sempre, reparo nos novos, conto 5 degraus, cuido ao atravessar a rua, caminho, caminho e caminho.

Vou à comunidades, cuido de crianças, conscientizo indígenas, contabilizo horas de trabalho de mulheres que dormem 2 horas por noite. Acompanho casos horripilantes. Atendo ao telefone, respondo a e-mails, atualizo o facebook com imagens de mulheres fortes.

Falando em forte, tonalizo mi pompis em classes de step, zumba e tae bo – não necessariamente nesta ordem. Ajuda a aliviar a pressão de conhecer problemas tão sérios. Tomo banho, leio um pouco, escrevo um pouco, saio um pouco.

Volto. Spray na mão. Visão raio-x. É hora de matar qualquer coisa incapaz de sobreviver ao super-veneno-salvador-da-minha-vida-mexicana. Cucarachas, alacranes, insetos rasteiros e que voam, coisas estranhas que pulam e qualquer ser ousado o suficiente para ameaçar-me em minha única zona de quase-conforto.

Escuto atentamente às aventuras de minhas roommates enquanto espero o quarto arejar – na esperança de não me afogar em meu próprio veneno -, assisto a qualquer coisa completa no youtube. Cochilo. Lembro que acabou o gás e durmo torcendo para amanhã ser quarta feira.

Hoje é domingo, pede cachimbo…

…O buraco é fundo, acabou-se o mundo.

Ficou bebadinha no almoço de família e confessou ao primo de segundo grau os sonhos eróticos que andava tendo.
A tia brigou com o tio, que ofendeu a vó ao criticar sua comida salgada.
O vô dormiu no sofá, enquanto o timão perdia de 2×0.
A prima não saiu um segundo do celular, fofocando com amigas distantes, e a mãe tentava desvendar os segredos encontrados na mochila do filho.
O pau começou a quebrar quando o espertinho do cachorro lambeu o molho de tomate feito para o macarrão.
O irmão, astuto, comeu o frango – ainda intacto – sem saber que o pai percebia que tava doidão.
O vizinho trouxe uma boa sobremesa. Mas ninguém deu bola.
O astro, para variar, foi a torta de abóbora da vó, que, mesmo queimada, tinha gosto de tradição.
Tem gente que chora, que ri e que arruma desculpas para se safar – mas sempre tá lá.
E assim, todo domingo, é feita a mesma refeição.

Alô, dona de casa

É mais ou menos assim: o organismo, veja bem, já se acostumou com a ideia de acordar antes, bem antes, das duas da tarde. Tem gente que diz que são hormônios de gente grande, já eu, creio ser apenas uma injustiça do tempo, que faz a gente acostumar até com o acordar quando tudo que se queria era esparramar o corpo, anseios e sonhos em lençóis macios sem pressa ou compromisso.

A gente acorda, então, mesmo sem o apitar de um despertador pra vida, já mais convencida de que o outro lado da cama (aquele, vazio) deve ficar assim mesmo por algum tempo, levanta, escova os dentes de porta aberta, escolhe um vestido, uma meia-calça, uma sapatilha. Confere a geladeira, percebe a falta de danoninho, gosto de infância, e anota na tentativa de lista grudada no armário de besteiras, os itens de sobrevivência a serem comprados na semana.

A ideia de escolher produtos de limpeza no supermercado ainda confunde um pouco e é nessas horas que a gente percebe que a verdadeira função do elevador é pegar dicas com as incrivelmente solícitas e simpáticas faxineiras alheias.

É de praxe também dar umas risadas ao retirar a correspondência com o porteiro. A gente sabe que rádio-peão existe em todas as profissões, mas você não faz ideia do poder do tanto de informações que têm os porteiros – sabem das entradas e saídas, acompanhantes, brigas, pegações no elevador e nas escadas, separações, reclamações, encomendas, brigas de vizinhos, conhecem pijamas e até rotinas de delivery.

Na volta do mercado, um cafezinho na padaria, uma passada na floricultura. Nunca imaginei colorir minha casa com flores vivas, de fato, mas, assim como o sono, a vontade de concreto diminui de tempos em tempos.

Preparar o almoço ao som de sessão da tarde, aprender a temperar feijão, descobrir que alguns legumes são mais gostosos refogados do que cozidos, fritar bife sem contaminar a casa toda e lavar a louça sem reclamar. Tirar um cochilo de beleza, bem torta, espremida no sofá, acordar com vontade de gente. Visitar um amigo querido, tomar café da tarde com caipirinha, cerveja, uísque ou café mesmo, colocar as fofocas em dia e deixar em aberto um jantar no japonês.

Navegar um pouquinho pelas redes sociais, ainda evitando, agora sem culpa ou pesar, a página que insiste em continuar em branco no word e assistir com muita atenção a qualquer coisa no Discovery Channel.

Colocar o pijama só para ficar confortável ao ouvir as peripécias do dia agitado da roommate, optar por atum com torradas no jantar, esticar os velhos lençóis amaciados e perfumados, magicamente, pela máquina de lavar, sorrir ao comer um danoninho como ceia, beber água direto da garrafa, trancar as portas e apagar as luzes, observando sem pressa a vida que passa enquanto a gente descansa o corpo na rede da varanda florida.

Repousar o corpo com enorme prazer no macio do colchão semi-novo e assistir ao Saia Justa e até ao Programa do Jô sem se preocupar com dormir tarde ou pouco. Amanhã, o dia também será deliciosamente desplanejado e ocioso. Pensei até em ir correr no parque, veja bem.

Clichê

Fase 1: comemos chocolate como se não houvesse amanhã.

Fase 2: fazemos ginástica como se disso dependesse nossa vida.

Fase 3: nos matriculamos na aula de yoga e voltamos a fazer terapia.

Fase 4: vai ficando mais fácil dormir e não dói tanto acordar.

Fase 5: paramos de fuçar as redes sociais compulsivamente.

Fase 6: outros caras começam a ficar atraentes.

Fase 7: percebemos que ele tinha suas falhas.

Fase 8: não conseguimos mais entender porque ‘aquilo’ nos encantava tanto.

Fase 9: pegamos ‘irc’ e não queremos vê-lo nem pintado de ouro.

Fase 10: caímos na mesma ladainha, só que dessa vez com outro.

Superamos o pé na bunda.

Então é natal

Nota: os membros que compõem minha família, além de bagunceiros e bagunçados, são o máximo e eu realmente não sei o que seria das minhas datas comemorativas sem eles

Para desgosto da minha mãe, não sou uma pessoa muito natalina. Isso porque, desde muito pequena, observo minha avó – lê-se ‘a pessoa mais bem humorada, engraçada, de bem com a vida e que mais fala palavrão que conheço’ – já começar a chorar pelos cantos semanas antes de assar o coitado do Peru – menu que também não é lá meu favorito.

A data, para ela, é sinônimo de reflexão, muita saudade doída e consequente melancolia. Não tem como ficar feliz, nem se eu fosse apaixonada por panetone. Isso sem contar o calor que, na minha visão, está mais para castigo do que benção divina sobre o famigerado país tropical. 

O natal é sempre comemorado lá em casa, para minha infelicidade. O dia, que promete ser de festança, ano após ano começa com estresse. Logo às oito horas da manhã, sou arrancada da cama  – com uma delicadeza que Jesus, certamente, condenaria – com o objetivo de ajudar a deixar a casa em ordem (vale lembrar, porém, que o resto da parentada só dá as caras lá pelas onze da noite). Tudo ao som de broncas e berros misturados a músicas natalinas no (juro!) cavaquinho.

A arrumação inclui banheiros, camas, quartos, lavar o quintal, entuchar as roupas espalhadas nos armários e fazer mágica para comer sem deixar resquício de farelos e afins pela cozinha. Quando parece que vai ficar tudo bem, toda tarde de todo santo natal, meu pai – com uma habilidade enorme para fazer sujeira e irritar sua esposa – resolve consertar uma torneira quebrada há uns belos três meses e, no exato momento em que descobre, minha mãe faz valer o sangue italiano que corre em suas veias. A gritaria, inevitavelmente, começa aí. E só termina na missa do galo.  

Também o amigo secreto, todo ano é a mesma coisa. Aquele tio engraçadão, invariavelmente, tira a tia que gosta de jogar truco, alguém faz alguma piada infame, algum casal mal resolvido sempre briga e fica de cara feia, alguma tia resolve colocar na vitrola o CD da Simone com a faixa ‘então é natal’ no infinito repeat para irritar meu pai e, quando dá meia noite, a família ataca – esfomeada e sem a menor finesse – o frango com farofa da minha avó como se fossem todos retirantes nordestinos. Chega a ser comovente.

A melhor parte mesmo é quando os tios mais chatos resolvem ir dormir e juntamos os primos, a tia mais descolada e o avô engraçadão ao redor da piscina. O objetivo é acabar com os líquidos restantes em todas as garrafas presentes – sejam elas de uísque, cerveja, champagne quente ou vinho ruim. Geralmente, alguém cai na água com celular no bolso e/ou vomita em algum saco de presente. A última ceia me rendeu uma fama familiar que carregarei pelo resto da vida.

A pior parte é o almoço do dia 25. O evento, que acontece no salão perto da casa da tia que mora longe, já é tradição. A comilança proporciona azia, mas também emocionantes reencontros de primos distantes. Chega a ser lindo. Tudo isso, não fosse a ressaca, até que seria fácil.

O problema, porém, é encarar – com enjoo e dor de cabeça – tias que só te veem uma vez por ano, nunca lembram ‘no que foi mesmo que você se formou’ e, ainda assim, questionam seu salário, seu corte de cabelo, sua provável mudança de casa e a sua (não-existente) vida amorosa.

Papo vai, papo vem, tiramos a famosa foto da família inteira reunida e já depositamos o dinheiro do bolão – que é para ver quem acerta qual casal vai resistir ao ano novo e permanecer unido para a foto do natal que vem.

Se sobreviventes, ficamos horas tentando nos despedir de todos – sempre esquecendo, obviamente, alguém que nos ligará mais tarde só para cobrar um ‘tchau’ decente – e damos graças por poder ir embora, desmontar a árvore, arrumar a bagunça que ficou na casa e dar fim ao evento-clássico-trágico-cômico-adorável que só se repetirá (se Deus permitir) dali a doze meses.

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