Ya no te va a doler

Te deixei em um dia de chuva. Nunca chovia em Guanajuato e a gente já sabia que a venda de guarda-chuvas empoeirados no começo de cada esquina era o presságio de uma noite que de certo não poderia acabar bem. Os callejones de pedras largas e escorregadias não foram feitos para serem molhados. Sapatos mexicanos … Continue lendo Ya no te va a doler

Buena onda

Chuva que lava o chão da alma, escurece o céu e clareia a mente. Deixe-me enxergar através de límpidas gotas de frescor tudo aquilo inchado pelo calor. Deixo limpar enquanto espero paciente o libertar do caminho à casa de Linda. Lindos são os costumes de um povo que desconhece o consumismo, que vangloria o esquecido … Continue lendo Buena onda

Reencontro

A metros do trabalho, estacionei o carro na praça que tenho chamado de minha. A necessidade de acender um cigarro era maior do que a vontade de chegar em casa. Não por nada, estava tudo bem. Sem grandes conquistas ou significativas decepções. Quando em horário de verão, 19h ainda é dia. A praça, recém-molhada pela … Continue lendo Reencontro

Insônia

O sono não acompanhava a vontade de dormir. O pensamento lhe tirava o bem mais precioso. Descansar. A chuva que caia, ao mesmo tempo que sofrida, fazia curar. Desistiu do travesseiro. De sonhar. Por mais que se recusasse a checar o relógio, sabia ser madrugada. Três da manhã, horário em que a alma passeia. Sentou-se … Continue lendo Insônia