Destilado do papel

Gosto de sofrer um pouco. Tristeza que destila, destila, fermenta e vira inspiração. Se transforma em palavras que abraçam, afagam o coração. Frases e pontos e vírgulas que se alinham sem o cérebro conseguir acompanhar. Sento no escuro, no macio do colchão. No colo, o peso da máquina de fazer expor, sair, distrair e desabafar. … Mais Destilado do papel

Férias forçadas

Precisei de uma pausa. Os motivos já nem sei. Já passou, já respirei. Mas meu tempo eu respeitei. Até tive vontade de escrever, sabe? Mas quando um provável primeiro parágrafo acabava não fazendo menor sentido, tudo bem. As palavras não saíam. Sem problemas. O sentimento não fluía. Ok. Deixava o teclado, a caneta, as letrinhas … Mais Férias forçadas

Não é você. Sou eu.

Olheiras. Insônia de escrita. Páginas em branco. Enlouqueço, mudo o cabelo, o guarda-roupa, a pele. Mantenho os amigos. Sobrevivo. Dói. Abstinência do formar frases coerentes. Ou incoerentes. Ou qualquer coisa que não seja uma resposta de whatsapp escrita às pressas, informando que o encontro não está mais de pé. Desculpas. Aniversários de avós que já … Mais Não é você. Sou eu.

Ajoelha e não reza

Não, não tá fácil. Não sei se pra ninguém. Mas, para mim, certamente não. Nem escrever. Nem sair. Nem estudar. Tem sido uma batalha, eu diria. Várias, na verdade. Pequenas lutas diárias – a hora de levantar, dirigir, entrevistar, socializar, fingir que tá tudo bem. Mas não tá. E, às vezes, parece que só eu … Mais Ajoelha e não reza

Limites

E – com pouca idade, muito pudor e nada de experiência – a gente acha que jamais toleraria isso ou aquilo. Mas o tempo vai passando e traímos nossos valores. E lá estamos nós, fazendo o que julgávamos errado. Erramos e amamos o erro. A dúvida passa a ser célebre e a certeza sem graça. … Mais Limites