Ler é o melhor remédio

Lá fui eu para o primeiro e muito esperado dia de treinamento. É claro que eu sentia medo. No curso, demorado por demais e necessário por demais, sabiamente nos alertaram sobre tudo que poderia acontecer. Desde sorrisos que serão lembrados pelos restos de nossas vidas, passando pelo bem provável chilique de pais desesperados, chegando na … Continue lendo Ler é o melhor remédio

Fundidos

*texto baseado em lembranças sonadas de uma vida inventada e no romance Febre, de Renato Essenfelder - cuidado, leitores: pode conter spoilers ........ Talvez ele tenha se matado, pensei. Talvez fosse eu, naqueles tempos, tivesse me matado também. Senti vergonha, porém. Confesso que também cheguei aos mais de quarenta graus, que perambulei cabisbaixa, moribunda. Também … Continue lendo Fundidos

Férias forçadas

Precisei de uma pausa. Os motivos já nem sei. Já passou, já respirei. Mas meu tempo eu respeitei. Até tive vontade de escrever, sabe? Mas quando um provável primeiro parágrafo acabava não fazendo menor sentido, tudo bem. As palavras não saíam. Sem problemas. O sentimento não fluía. Ok. Deixava o teclado, a caneta, as letrinhas … Continue lendo Férias forçadas

Vai passar

Vai passar porque a vida continua, o trabalho exige, os boletos vencem e o estômago ronca. Vai passar porque o fígado reclama e as lágrimas secam. Mesmo que nada mais faça sentido, vai passar porque o sol ainda nasce, a lua ainda brilha, a chuva ainda cai e porque a praça ainda tem vida noturna, … Continue lendo Vai passar

Tomorrow never knows

Posso não te deixar nada. Nenhuma boa lembrança que te faça sorrir numa tarde ociosa de quinta feira, nenhum arquivo de word escondido na pasta de nome difícil de achar no computador, nem um mísero momento de devaneios num almoço solitário no meio da semana, nada. Mas as minhas mensagens, notas desesperadamente confusas escritas no … Continue lendo Tomorrow never knows