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Escrevo, depois apago

Não fui eu, foi meu eu-lírico

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sonho

Destilado do papel

Gosto de sofrer um pouco. Tristeza que destila, destila, fermenta e vira inspiração.
Se transforma em palavras que abraçam, afagam o coração. Frases e pontos e vírgulas que se alinham sem o cérebro conseguir acompanhar. Sento no escuro, no macio do colchão. No colo, o peso da máquina de fazer expor, sair, distrair e desabafar.
Dedos que correm e percorrem o teclado cheio de erros, érres por ésses, sem concordar verbo com sujeito.
Roupa amassada, cabelo despenteado. Cada canto do quarto vira um personagem encantado, iluminado, cheio de história para contar.
Quem sabe o que se passa na cabeça e na conversa dos cachecóis que vivem na prateleira, que moram no armário cansado de ter seus braços abertos e fechados e abertos e fechados até o rangir da dobradiça, até machucar.
Quanto conhecimento tem a luminária, em cada virar de página de livro, de rasura no caderno, de filmes e série e silêncio. Observando-me cochilar.
Neste piso que passo sem nem perceber, quantos tênis, botas, chinelos, quantos caminhos a percorrer. Cada pisada com pressa ou certeira, silenciosa, medrosa, festeira. O que pensa das meias que escorregam e o cabelo que rega a madeira quando saído do banho no mesmo horário, de segunda a sexta-feira?
Três pedaços de janela, que se revezam no frio e no calor. Têm visão interna e externa. Mas o que será que ela prefere? Será que às vezes queria não ver, não saber, não conhecer? Quando chove e a vista fica tão bela, quando escurece e dá medo de nunca mais o sol nascer. Mas a escuridão também pode ser poética, quando o vizinho da frente suas velas resolve acender.
O espelho que tudo mostra e nada esconde, onde será que mantém sua alegria de viver? Quando exibe uma roupa nova, reconhece o furo no pijama velho ou revela uma ruga sem nem perceber.
São sete quadros na parede. Mais dez pendurados enfeites que ninguém perguntou se ali queriam permanecer. Pode ser que não suportem seus vizinhos de gancho e que com outros pequenos pregos sonhem a cada amanhecer.
A vida fica mais bonita quando imaginada, quando sonhada com os olhos vidrados neste clarão em que escrevo sem correria, mas sem demora. Fica aqui um pouco de mim, um pouco da minha história e quem sabe esse impulso de letras que me devora, um dia me carregue, dicionário afora, para um mundo bem melhor que esse, de agora.

A baiana da cidade sem nome

Toca o despertador às 4h30 da manhã, Eliene Reis Aguiar está acostumada a acordar cedo. A baixinha, como é conhecida – por conta de seus 1,5m de altura -, trabalha como empregada doméstica há 38 anos e já sabe que às 8h, impreterivelmente, o café da patroa tem que ser servido.
Um entra e sai na cozinha, lava roupa, estende o lençol e alimenta o cãozinho de estimação ao som da rádio Nativa FM e apenas ao regar os vasos na sala, cantarolando, é que se dá conta de que eu a estou esperando há aproximados 50 minutos. Seu jeito sério, de poucos amigos, contrasta com a sorridente senhora, de aparência sofrida, que há pouco se entretia entre uma e outra tarefa diária. Antes mesmo de ser questionada, diz ser tímida e não saber se comportar diante de pessoas com quem nunca conversou e já vai logo avisando que não vai responder todas as perguntas.
A conversa, porém, flui naturalmente e a desconfiada baixinha revela sua história de uma maneira emocionante e encantadora.

– A senhora nasceu em que cidade da Bahia?
– (Silêncio…) Na verdade, a minha cidade não tem nem nome. Porque era um sítio e não tinha nome. Ainda hoje, não tem nome. A minha cidade, acho que nem existe no mapa.

Eliene, filha número cinco de uma família de doze irmãos, deixou seus pais e sua cidade sem nome ainda quando criança. Veio com a tia Fátima para a grande cidade de São Paulo, em busca de uma vida melhor, “como se diz por aí”.
Sua infância foi marcada por não ter existido. Trabalhou na roça e aos onze anos de idade passou a “servir”, como diz, em casas de família. Afirma que se pudesse mudar alguma coisa de seu passado, gostaria de estudar. Mas por nunca ter tido a oportunidade, não pensou em outra profissão a fizesse feliz.

Hoje é casada, muito bem casada, há 30 anos e mãe de três filhos – dois casados e um solteiro, que dá muito trabalho. Lamenta por não ter conseguido pagar a faculdade de nenhuma das crias. “Meu filho mais novo é professor, não fez faculdade, mas fez magistério. Pelo menos já tá melhor que eu né? Agora a esperança tá nos três netos, mas só Deus sabe se é possível. Cada vez a coisa fica mais difícil né?”.

Já mais tranqüila e menos desconfiada, Eliene garante que sua sorte foi encontrar patroas muito generosas e amigas, pois “vida de limpeza não é fácil não” e tenta se contentar com a vida que leva. “Sonho, a gente sempre tem né? Mas eu acho que o que tinha que acontecer, já aconteceu”.

– A senhora tem alguma lembrança da sua infância? Alguma situação que te marcou?
– Olha, uma coisa que me marcou muito foi que eu morria de medo dos patrões. Quando eu ia trabalhar, tinha muita menina assim do nordeste né? E eu morria de medo de algum patrão bater na minha porta quando fosse meia-noite. Dormia em quarto separado, mas sabe como são essas coisas né? Graças a Deus, não aconteceu nada, mas passei muita noite acordada, com medo.

– E de alguma história engraçada, a senhora se lembra?
– Engraçada mesmo, acho que nenhuma.

Hesitante, Eliene confessa que se pudesse, por apenas um dia, inverter os papéis com a matriarca da família para a qual trabalha, tentaria entender melhor a situação dos funcionários e ajudaria com o que fosse possível.

– E um sonho?
– Pposso ser sincera? Eu queria mesmo era ter um casão como os que eu trabalhei, mas não acredito em milagres.

Ao ser questionada sobre o futuro, a baixinha não sabe bem o que a espera – acha que nunca terá a oportunidade de se aposentar, mas espera poder descansar, pra compensar o tanto que trabalhou na vida.
Enquanto isso, segue a rotina, de segunda a sexta-feira trabalhando e de fim de semana aproveita pra tomar umas cervejas e dar umas risadas nos churrascos dos amigos vizinhos, lá em Carapicuíba, onde mora, “porque ninguém é de ferro né?”.

Crime passional

Tarde. Um domingo chuvoso. A casa vazia. Um vinho. Lógico, típico. Mas dos melhores. O clássico, do tipo que nunca decepciona, tinha gosto amargo.
A uva, colhida com tanto carinho no penúltimo outono, descia rasgando a garganta, cruel. Não fosse oferecido por gente de confiança, temeria ser veneno.
Bebida tão cara para perder o gosto. Um efeito estragado do sentimento pisado. Sem dó. Nenhuma gota de mel no fel da vida.
Fez de meus dias melancolia. Me tirou, primeiro, o prazer de sonhar. Agora, tira-me o raro reconforto de um saborear tão nobre. Só lhe resta, então, tirar-me o respirar.
Chega! Te arranco de mim, que é para não me matar.

Deletério

Noites de sono mal dormidas por conta de sonhos indesejados, perturbadores. Temperatura excessivamente alta, fazendo do colchão um inferno particular.
Justo mundo da neve no asfalto, deixando esfriar os pés e a cabeça – quando o auto controle já não consegue dar conta.
Impiedoso verão. Tamanho calor não permite nem sofrer em paz. Fazendo evaporar a água da lágrima, deixa apenas o gosto de sal escorrido na face.

Insônia

O sono não acompanhava a vontade de dormir. O pensamento lhe tirava o bem mais precioso. Descansar. A chuva que caia, ao mesmo tempo que sofrida, fazia curar. Desistiu do travesseiro. De sonhar. Por mais que se recusasse a checar o relógio, sabia ser madrugada. Três da manhã, horário em que a alma passeia.
Sentou-se na poltrona, derrotada. Há coisas com as quais não se pode teimar. Pensamento longe, já conformada, esperou o dia chegar.

Back to black

Menti.

Não precisava me conhecer/reconhecer no mundo novo, na vida nova. Não entrei em crise pelo término de um ciclo vezes longo, vezes curto e maior parte do tempo agradável e encantador. Não me preocupava com o futuro. Sempre soube me virar muito bem.

Me conheço e reconheço no mundo novo e na vida nova sem maiores dificuldades. Sei, com humildade e sem modéstia de meus defeitos e qualidades. Percebo minha potencialidade.

Não precisava me ocupar para esquecer o que estava por vir. Necessitava, quase como ar, parar de pensar no que já havia sido. Foi você.  Tudo começou naquela noite, aquela em que você tinha mesmo ido embora. Nunca fui de verter muitas lágrimas e a TPM já havia passado há semanas. Inexplicavelmente, me debulhei assistindo ao programa do Jô. Tudo porque o entrevistado carregava, em seu rosto, a barba mal feita e, em seu jeito, a mesma mania de passar os dedos por entre os cabelos entre frases inteligentes proferidas com muita naturalidade. Chorei até dormir. Foi aí.

Acordei cedo e me inscrevi na yoga, no pilates, na hidroginástica, no spinning e nas aulas de localizada – perna, bunda, braço e peito. Devorei livros, livros e mais livros. Assisti a clássicos filmes. Me esforcei para aprender a expressar meus sentimentos e soltar palavras reprimidas. Escrevi textos. Fiz matérias. Aceitei freelas. Dei aulas de inglês. Fui ao ginecologista, endocrinologista, dermatologista, cabeleireiro e astrólogo. Cuidei da alma.

Aprendi a andar de bicicleta e a beber tequila sem golfar. Troquei a cerveja pelo vinho, o refrigerante por suco e a fritura pelos assados. Diminui a carne vermelha, o carboidrato e o doce. Tomei shakes diet de café da manhã e sanduíches integrais no jantar. Dormi nove horas por noite e entornei dois litros de água por dia. Cuidei do corpo.

Arrumei um jeito de te tirar dos meus sonhos, de não fuçar suas redes sociais e não tocar em seu nome. Não chorei mágoas, não desabafei, não pirei. Fiquei bem.

Comprei maquiagem, roupa e sapato. Saí. Recebi inúmeros drinks, sorrisos, cantadas e caronas. Passei noites às gargalhadas e dias sem ressaca. Acreditei, de verdade, na magia do desejo feito ao apagar as velas do bolo de aniversário. Visitei museus, passeei em parques, estudei línguas.  Arrumei minha rotina, meu armário e minha vida. Sem pesar, enfim, respirei aliviada.

E aí você voltou. Juntamente com as palavras engasgadas, a vontade de fumar e o medo de perder. E a TPM, mais uma vez, não estava ali. E, mais uma vez, cai em prantos ao deixar a água do banho lavar desde os longos cabelos tratados até as pernas recém-torneadas pelo fracassado esforço de tentar te esquecer. E aí eu desejei que você nunca tivesse voltado, que nunca tivesse nascido. Ou, mais fácil, que eu nunca tivesse te amado.

Sonho americano

"Faz as malas. Enchê-as de arrependimento e desesperança. De realidade ao invés de sonhos."

Por Ana Carolina Pereira

Como a vida é injusta! Já dizia o ditado: “Uns com tanto, outros com tão pouco”.

Cansou disso tudo, queria uma vida melhor. Sua patria é o Brasil, país tropical, país do carnaval, de belas morenas. País do samba, de belezas naturais, da mpb. Para quem quer felicidade e diversão, eis o lugar. Brasil. A vida real é mais cruel que isso. País corrupto, de muita gente e poucas oportunidades. A ambição é difícil de ser alcançada. Para “se dar bem” é preciso ralar muito, mas muito mesmo. Escola, colégio, graduação. Pós-graduação, mestrado, doutorado. Isso tudo combinado com muita sorte, boas decisões e, no mínimo, inglês obrigatório. Mas nem assim o futuro é garantido. Já dizia o ditado que “a oportunidade é uma velha careca que passa por você correndo e é precisso agarrá-la pelos cabelos”.

Quer fazer igual à vizinha de sua prima, que “se deu muito bem”. Quer ir para o tão falado e muito famoso Estados Unidos. País das oportunidades, das novidades e da tecnologia. País das cidades famosas, da boa economia, do inglês fluente. Lá, a oportunidade se transforma em charmosos taxis amarelos, restaurantes fast-food, diversão em parques temáticos, compras e filmes superproduzidos. Lá a vida é fácil, é bela e o orgulho de se ter nascido numa pátria de promessas está presente em bandeiras asteadas em todos os bairros, em frente à maioria das casas, representando a felicidade que não tem a ver com música, dança ou natureza. Representando o orgulho de ser um cidadão norte-americano com direito a escolas públicas de excelente qualidade, segurança policial extremamente confiável e cidadania invejável.

Faz sua mala cheia de sonhos e expectativas e vontade de se encontrar, de encontrar um lugar melhor, uma vida melhor, oportunidades. O destino: Nova York. Oito horas de viagem com direito a duas refeições de mesmo gosto, um pacotinho de amendoim e uma barrinha de cereal. Um terço na mão, pelo medo de morrer, do avião cair, e perder assim a chance de conhecer a vida que finalmente começará. Recomeçará. É como se reencarnasse, nascesse de novo. Vai aprender a andar, a falar. Outra cultura, outras pessoas, outras histórias. Sua única certeza é o visto no seu passaporte nunca antes carimbado, que expirará em três anos. Três anos: tempo suficiente para arrumar um trabalho, se estabelecer e conseguir o green card, garantindo assim visitas esporádicas à família, aos amigos, ao país, à vida que deixou para trás.

Aeroporto de Nova York. Ao pisar em solo Americano, sem nem ao menos o enxergar, já sente a diferença. Aquele cheiro, aquelas pessoas, aquela lingua. Passar pela alfândega, a parte mais difícil. O oficial, com cara de quem comeu e não gostou o fita como quem desconfia de suas intenções e com palavras secas, não fazendo a minima questão de se fazer entender, questiona o motivo de sua visita. O medo e a insegurança aparecem novamente, mas passada essa parte é só alegria!

As portas do aeroporto se abrem e para muitos, aquela situação é a volta para casa, a visita muito esperada ou a correria para terminar logo as reuniões de trabalho. Para ele, era a porta de abertura para a vida, para o começo, para o sonho.

Tudo é muito bonito e moderno. A sede de conhecer seu novo lugar, seu novo lar e patria é quase insaciável e digo “quase” pois após duas lentas semanas já se sabe direitinho aonde e por onde ir e quais caminhos pegar. É chegada a hora de contar o dinheiro que ainda lhe resta e buscar a velha careca que alí lhe parece bem cabeluda. As oportunidades tão visíveis e táteis parecem fugir a cada tentativa e as intensões de arrumar um cargo bom, em uma boa empresa, explorando todo o seu potencial, já não lhe causa mais tamanha expectativa. Já se contenta com um emprego mais simples, um cargo mais baixo, quase como um estagiário e, mesmo assim, difícil de conseguir.

Na realidade do seu lugar dos sonhos, as pessoas são sizudas, apressadas, emburradas. Todos são estilosos, as mulheres andam de tênis e levam nas mochilas seus sapatos de salto alto, mas a beleza da estética não reflete a personalidade. Para quem está acostumado com a simpatia de cidadãos brasileiros solícitos, tentar puxar assunto com um gringo metido é quase como tomar um soco no estômago.
As semanas vão se passando e as oportunidades, riscadas com caneta vermelha nos classificados dos jornais, viram pó. Já sente saudades de casa. Não tem amigos, não tem família, não tem trabalho.

O dinheiro acaba e, já sem escolhas, aceita um dos únicos empregos que lhe é oferecido. “Na falta de tu, vai tu mesmo”, já dizia o velho ditado. E percebe que ninguém mais ri dos seus velhos ditados. Alí, os ditados são outros, a língua é outra e as pessoas também. Ninguém o entende e nem quer entender. Ele é um simples imigrante, com muitos e muitos outros, que foi tentar tomar o lugar dos americanos no mercado de trabalho. É assim que pensam e é pensando assim que olham para ele na rua, no mísero prédio em que alugou um mísero apartamento. 
O jeito é aceitar a oportunidade nada promissora no restaurantezinho sujo do chinês. Lá, apenas imigrantes ilegais e esperançosos, assim como ele, vão comer o ensopado – que só Deus sabe do que é feito – por apenas 2 dólares. Ele ainda sonha com as oportunidades que insistem em não aparecer. Ele ainda vê magia no Central Park.

Central Park. Um dos mais famosos parques do mundo. Todos os dias muito bem frequentado: turistas, trabalhadores, pessoas se exercitando, fazendo pique-nique aos finais de semana. É como nos filmes, é mágico. Mas após alguns meses é só mais um parque. Aquele não é o seu lugar. Faz muito frio. As pessoas encapotadas na rua andam elegantemente, ele não se acostumou: sente suas mãos congelarem a cada vez que precisa tirá-las do bolso, sente o queixo tremer a cada passo, o nariz parece que vai cair. Isso não é vida.

A vida vira um pesadelo. As luzes da quinta avenida começam a incomodar, com anúncios de produtos, espetáculos, amigos, bares, bebidas. Uma visão um tanto quanto ilusória. E o ditado, que nunca o abandona, diz: “Se arrependimento matasse…”

Lembra da segurança que tinha no país da cocanha. Da família, dos amigos, do dinheirinho que, mesmo pouco, garantia o pão com manteiga. Lá, ele nunca estava sozinho. Entende que tomou uma decisão errada. 
Aquele que ia buscar uma nova vida, ser uma melhor pessoa, agora liga pedindo ajuda, quer voltar. Com uma vaquinha, feita por aqueles que o querem de volta, compra uma passagem.

Faz as malas. Enchê-as de arrependimento e desesperança. De realidade ao invés de sonhos. Deixa aquela cidade que nunca o acolheu. A realidade é fria como a neve que cai sobre cabeças e lá só tem lugar para quem é de lá. Para os outros é bonito quando distante, quando diferente, quando sonhado.

Aeroporto de Salvador. Só de pisar em solo soteropolitano já reconhece. Aquele cheiro, aquele clima, aquelas pessoas. O aconchego, a dificuldade e a felicidade. Está em casa, meio humilhado, meio cabisbaixo, mas em casa. Alí é seu lugar, aquela é a sua gente. Voltou. Mas não para sua velha vida, agora é diferente, cresceu, amaduresceu, aprendeu a dar valor.
A velha oportunidade continua careca e correndo. Nenhum lugar é perfeito, mas no seu lugar, naquele a qual pertence, com o qual se identifica, a esperança não morre e assim, cercado de sua gente, sua família e sua vida é que ele não só esperará a velha passar, mas correrá atrás dela com afinco. 
 
Seu sonho agora é outro: voltará a cidade de Nova York como turista para aproveitar a paisagem, a agitação, as compras e o frio. 
 
E então, lembra do velho ditado que diz: “quem canta seus males espanta” e alí todos sabem do que ele está falando. As dificuldades que os perseguem na vida viram letras de samba, cantadas com sofrimento e sorriso, sambada por morenas, admirando a vista de praias. Isso que é vida, isso que é sonho, sonho brasileiro.

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