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Escrevo, depois apago

Não fui eu, foi meu eu-lírico

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Vem, 2013!

Incrível, agora, é escrever sem sentir dor. Impressionantes são as visitas cada vez maiores em meu blog – que já não espreme todo o sangue de um coração partido e moído e pisado.
Interessante é perceber que felicidade também vende, que superação também atrai e que amor não precisa ser sofrido.
Sorrir ao ler textos passados é saber que já não mais machuca. Cutuca, sim, dá uma pena até, às vezes. Porque, claro, valeu a pena.
Mas sentir alívio ao entender que acabou de verdade, ah, essa vem a ser a melhor sensação do ano.
E que ano! E que venham outros. Sabe o quê? Com lágrimas, sim! Mas também com gargalhadas e aprendizado e muitas histórias para contar.
Que venham novos estilos de texto e mais leitores, mais viagens e mais amores – em formato de homens, amigos, família, lugares – e tudo o mais que possa servir de inspiração.
Vem, 2013, vem preencher meu coração!

Queria ser Frida Kahlo ou Margaret Thatcher

Queria ser uma daquelas mulheres fortes, daquelas que são tema de livros, biografias, músicas, filmes, seriados, tudo para mostrar às outras mulheres – que não são tão fortes – como as coisas têm que ser.

Mas não. Às vezes me faço forte por um ou dois meses, sabe como é…
E resolvo que vou mudar de ares, que vou mudar de vida, que vou mudar de cores. E mudo mesmo. A cor do cabelo, da parede, do lençol.
E mudo mesmo. De apartamento, de roommate, de roupas.
Mas o que fica mudo mesmo é o coração. Para que tudo isso aconteça, é ele que deixo de lado.

Mas só por um ou dois meses de fortaleza invencível, de muros inderrubáveis, de textos indecifráveis. Nesses um ou dois ou três, até, meses eu viro fera, grossa, chata e linda.

Incrível como os homens gostam de mulheres fortes. Que não se acham, se têm certeza. Que pensam, que leem, que escrevem, que discutem e que transam.

Mas continua sendo (ainda mais) incrível o poder do tempo e do vento que traz coisas velhas disfarçadas de novas. E passam esses um ou dois ou três meses. E passa a fortaleza e derrubam-me o concreto do muro e decifram-me em minhas frases tão comuns.

E a mulher forte e grossa e chata e briguenta e linda murcha. Dando espaço a uma menina fraca, besta, burra, encurvada, chorona e bem desinteressante. Que quase nunca transa. Uma idiota que aceita grosserias, que perde o apetite e vomita de nervoso, que coloca o som bem alto na playlist de fossa e sente pena de si mesma. Uma mocinha que aceita esperar, que acata a decisão do outro, que obedece, que omite o desejo mesmo quando borbulhando, que se acaba e que insiste na teimosia do erro que já acabou.

Ser forte, talvez, seja passar o que passa sem cometer suicídio ou perder o parafuso do equilíbrio. Sem chegar ao trabalho chorando, sem desistir do dia de amanhã. Ser forte, talvez, seja dar uma chance para o erro virar acerto e as lágrimas virarem afeto e o sofrimento virar amor. Talvez ser forte seja tentar de novo, seja levantar a cabeça humilhada, seja perder a dignidade por pura escolha racional, seja arcar com as consequências da própria inconsequência. Talvez seja continuar.

Mas talvez não, né? Talvez uma mulher forte mesmo seja aquela lá, do começo do texto, que tem livros e filmes e músicas, que não chora e nem vomita de nervoso, que pisa nos homens e decide quando, onde e porquê, que carrega uma fortaleza invencível, muros inderrubáveis e textos indecifráveis. Que não precisa mudar de cor de cabelo, lençol e paredes para mudar de vida. Que é linda porque sim e sabe disso.

E isso, talvez eu nunca seja.

Pode vir, 2012

Quem acompanha o blog sabe as merdas e maravilhas que 2011 me proporcionou. Pensei em escrever uma retrospectiva que contasse que, neste ano, alcancei o céu e o inferno por diversas vezes.

Mas pensei que não faria sentido retomar as perdas dolorosas ou os momentos fantásticos que tive com meus amigos. Acho desnecessário revelar aqui o apoio e compreensão que tive de minha família quando a correria do dia a dia, teimava em se transformar em mau humor matinal (e, não raras vezes, noturno).

Creio não ser muito pertinente também anunciar o já sabido e repetido fato de que o amor – assim como a astróloga havia (mais ou menos) previsto – esteve presente em minha vida, mas de uma maneira torta, estranha e, por vezes, errada.

Porém, se quer saber, não colocaria, nem se pudesse, mais razão nas decisões que tomei usando apenas o coração. Nem ao menos mudaria vírgula alguma em textos dramáticos e confissões aqui escancaradas. Valeu a pena, para o bem e para o mal.

O ano teve seus altos e baixos, mas isso não é privilégio meu e muito menos novidade. Bom ou ruim, chegou ao seu fim.

Graças a essa montanha russa de acontecimentos e emoções, 2011 foi um ano de muitos posts. Ainda bem!

Agradeço então a todos que acompanharam a trajetória narrada e, principalmente, àqueles que – direta ou indiretamente – me serviram de inspiração.

Que venha 2012 (com ou sem superstição), trazendo na bagagem – ainda vazia – novas personagens e muitas histórias para contar.

Feliz ano novo!

Autoajuda

Se quiser me entender, não desconsidere textos passados, por mais que o novo os contradiga. Oscilo. É surpreendente a capacidade que tenho de ir de um extremo a outro em uma única virada de página.

Minhas estratégias textuais já não existem – são baseadas em ironia, lugar-comum e drama, muito drama. A filosofia utilizada por mim será sempre a de boteco. Minhas entrelinhas bóiam em um copo de cerveja, uísque ou vinho – tudo depende da gravidade da situação a ser descrita. A máquina de escrever é sempre defumada pelo cigarro constantemente aceso no cinzeiro de vidro, por mais que imaginário.

Sou egoísta, mas não confesso. “Você tem que pensar no que quer transmitir ao leitor”, o renomado mestre aconselha – na melhor das intenções. Apenas balanço a cabeça, fingindo concordar. É a maneira de não revelar a vergonha de dizer que já não me importo com aquele que vai ler.

As palavras expostas a quem quiser, servem-me de economia por conta da fortuna não gasta em diferentes linhas da psicologia. A página em branco no word é chamada terapia.

Drinking a new beginning

And after 3 glasses of scotch she confesses: “Sometimes I become a really annoying human being. I get stressed and I need to be alone to listen to my iPod, read my books and do some writing. When those times come, you won’t be allowed to be next to me. Well, maybe ‘allowed’ is not the right word, but… Believe me, I get so fucking rough you wouldn’t even recognize me! I’m sorry to tell you all those terrible things right away, but I guess it’s just wrong letting you figure it out on your own in a moment that I’ll be probably freaking out. So…I’ll understand if you decide not to see me anymore”.

She didn’t have to apologize or explain anything, he already knew. And he had decided to meet her again, over and over, even before she started talking. “Crazy Guy”, she concluded.

Bem vindos

Por Ana Carolina Pereira

Olá, leitor!

Este blog é um ensaio. Gosto de escrever o que vem da alma, o que está na cabeça. Na maioria das vezes faz sentidos. Algumas vezes não.

Textos de opinião, confusos, emotivos, objetivos, textos. Basicamente, eu em palavras.

Escrevo, mas tenho a irritante mania de não mandar, não publicar, não mostrar a ninguém.

Está aqui a solução para esse pequeno problema: um blog.

Eis que posso, enfim, postar tudo aquilo que sempre escrevo e sempre apago.

Espero que goste.

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