Copiloto

Tem gente que parece que entra na vida da gente só para fazer bem. Parece que aparece só para nos fazer acreditar que podemos fazer mais e melhor e ser mais e melhor. É para esse tipo de gente que a gente arruma tempo na rotina atribulada, empesteada de nadas que a gente faz para … Continue lendo Copiloto

Canção de Ninar

Aquieta esse facho, menina. Acalma essa alma. Canta essa canção. Não deixa mais vir do coração. Medita nas nuvens. Encontra o equilíbrio. Desperte o chakra. Deita na cama. Chore de rir. Assista TV. Beba um copo de vinho. Talvez dois. Talvez três. Garrafas. Fique sozinha um pouco. Deixe passar. Deixe vir. Não deixe ficar. Lembra … Continue lendo Canção de Ninar

Vai passar

Vai passar porque a vida continua, o trabalho exige, os boletos vencem e o estômago ronca. Vai passar porque o fígado reclama e as lágrimas secam. Mesmo que nada mais faça sentido, vai passar porque o sol ainda nasce, a lua ainda brilha, a chuva ainda cai e porque a praça ainda tem vida noturna, … Continue lendo Vai passar

Então é natal

Nota: os membros que compõem minha família, além de bagunceiros e bagunçados, são o máximo e eu realmente não sei o que seria das minhas datas comemorativas sem eles Para desgosto da minha mãe, não sou uma pessoa muito natalina. Isso porque, desde muito pequena, observo minha avó – lê-se ‘a pessoa mais bem humorada, engraçada, de bem … Continue lendo Então é natal

Autoajuda

Se quiser me entender, não desconsidere textos passados, por mais que o novo os contradiga. Oscilo. É surpreendente a capacidade que tenho de ir de um extremo a outro em uma única virada de página. Minhas estratégias textuais já não existem - são baseadas em ironia, lugar-comum e drama, muito drama. A filosofia utilizada por mim será sempre a de boteco. Minhas entrelinhas … Continue lendo Autoajuda

Crime passional

Tarde. Um domingo chuvoso. A casa vazia. Um vinho. Lógico, típico. Mas dos melhores. O clássico, do tipo que nunca decepciona, tinha gosto amargo. A uva, colhida com tanto carinho no penúltimo outono, descia rasgando a garganta, cruel. Não fosse oferecido por gente de confiança, temeria ser veneno. Bebida tão cara para perder o gosto. … Continue lendo Crime passional